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Presidente tenta se reaproximar dos evangélicos depois de ser criticados por alguns pelas ações em Israel; Toffoli e Witzel também participaram do evento

Jair Bolsonaro aponta a mão em conversa com líderes
Marcos Corrêa/PR
Jair Bolsonaro se reuniu com pastores evangélicos em evento de Silas Malafaia


O presidente Jair Bolsonaro participou nesta quinta-feira (11) de um almoço com lideranças evangélicas no  Hilton Hotel, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Também estão presentes o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o governador do Rio, Wilson Witzel.

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O presidente da República chegou por volta das 12h40. O almoço de Encontro do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil foi apresentado pelo pastor Silas Malafaia, que afirmou que reuniu 90% da representação evangélica do país e convidou também Bolsonaro e o governador do Rio de Janeiro.

O presidente ouviu o discurso de um pastor americano que é líder de uma organização cristã em defesa de Israel. A ideia é que o apoio ao país, refletido em viagem na semana passada, não atrapalhe sua boa relação com os evangélicos .

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Pela manhã, em Brasília, o presidente da República detalhou as realizações do governo federal nos primeiros cem dias de gestão.  Além disso, pelo Twitter, ele confirmou o lançamento do 13º salário para beneficiários do Bolsa Família.

Dias Toffoli, disse que o trabalho que os evangélicos têm feito no país merece ser reconhecido. Segundo ele, os líderes religiosos chegam onde o Estado não está. 

"Após momentos tão difíceis nos últimos quatro, cinco anos, com crise econômica agudíssima, com decréscimo do PIB, afetando principalmente as periferias, lá onde até o Estado não está muitas vezes, está uma igreja evangélica", disse.

Assim como Bolsonaro , Toffoli acrescentou que diante de "uma usina de solução de conflitos na base" surge a atuação da Igreja. "As senhoras e senhores atuam naqueles lugares que seguram muitas vezes a possibilidade do desespero humano chegar a sua última consequência."

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