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Ex-governador do Paraná, Fernanda Richa, esposa dele, e André Richa, um dos filhos do casal, viraram réus em investigação ligada à Operação Lava Jato

Beto Richa e familiares tiveram R$ 166 milhões bloqueados pela Justiça
Orlando Kissner/ ANPr
Beto Richa e familiares tiveram R$ 166 milhões bloqueados pela Justiça

O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, determinou o bloqueio de R$ 166 milhões das contas bancárias do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), de Fernanda Richa, esposa dele e de André Richa, um dos filhos do casal, além de empresas que estavam no nome da família.

O magistrado acatou um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF), que investiga Beto Richa na Operação Integração, braço da Lava Jato. Segundo a investigação, a família, com o auxílio de um contador, lavava dinheiro de propinas recebidas pelo tucano comprando imóveis.

Entenda a denúncia contra a família de Beto Richa

Beto Richa virou réu em duas investigações ligadas à Operação Lava Jato
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Beto Richa virou réu em duas investigações ligadas à Operação Lava Jato

A Justiça Federal aceitou, no dia 13 de fevereiro, uma denúncia contra o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) por lavagem de dinheiro em investigação ligada à Operação Lava Jato. A esposa do tucano Fernanda Richa, um dos filho do casal, André Richa, também foram indiciados, assim como o contador Dirceu Puppo, que prestava serviços à família. 

Leia também: Beto Richa vira réu por corrupção passiva e organização criminosa 

Essa foi a segunda vez que ex-governador se tornou réu na Lava Jato em apenas três dias. No domingo (10), a Justiça havia aceitado uma denúncia contra o ex-governador pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa por conta da mesma investigação. Ele é ainda responde outros dois processos: um por aplicação irregular de verba na Saúde quando era prefeito de Curitiba e outro que investiga fraude na licitação de contratos de um programa de recuperação de estradas. 

A denúncia faz parte da Operação Integração, desdobramento da Lava Jato  que investiga pagamento de propina para políticos por empresas de pedágio.  De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o esquema desviou cerca de R$ 8,4 bilhões com o aumento das tarifas de pedágio do Anel de Integração. A investigação ainda alega que agentes públicos, incluindo Beto Richa, receberam cerca de R$ 35 milhões em propinas. 

 A Justiça Federal, que já havia colocado o ex-governador e outras nove pessoas na condição de réus por corrupção passiva e organização criminosa, agora acusa o tucano e membros da sua família por lavagem de dinheiro. O Ministério Público aponta a compra de um terreno em um condomínio em Curitiba, em 2012.

De acordo com a investigação, o ex-governador, a esposa e o filho usavam a empresa Ocaporã, Administradora de Bens, que está no nome de Fernanda Richa para lavar o dinheiro da propina recebido pelo tucano.

No terreno em questão, parte do pagamento foi feito em dinheiro e a compra foi acertada por André Richa, filho de Beto Richa , e pelo contador Dirceu Puppo. O valor total da compra teria sido de R$ 1.9 milhão e R$ 930 mil teriam sido pagos em espécie. Na escritura do imóvel, no entanto, consta o valor de R$ 505 mil