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Presidente tem regra: quem se reunir com ele, terá seu celular confiscado; medida foi adotada para evitar novo vazamento de conversas com ministros

Alvo de vazamentos de conversas com ministros, Jair Bolsonaro adotou regra mais dura contra celulares em reuniões
Isac Nóbrega/PR
Alvo de vazamentos de conversas com ministros, Jair Bolsonaro adotou regra mais dura contra celulares em reuniões

O presidente Jair Bolsonaro não gostou de ter conversas suas com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorezoni (DEM-RS), e com o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno vazadas à imprensa nos últimos dias. Como resposta, adotou uma nova regra para quem se reúne com ele: nenhum celular entra. 

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O confisco de aparelhos de celulares é uma medida de proteção usada por Jair Bolsonaro não só em seu gabinete, mas em todas as reuniões das quais tem participado. A prática já era adotada por outros presidentes, mas foi ampliada na gestão atual. Agora, por exemplo, qualquer pessoa que entra na sala do vice-presidente, Hamilton Mourão, em seu gabinete, também é convidado a deixar o celular do lado de fora.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo , até o secretária de imprensa, tenente-coronel Alexandre de Lara, passou a exigir esta semana que os jornalistas também não entrem em seu gabinete com celulares.

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Deputados que estiveram no Palácio da Alvorada para se reunir com o presidente nesta semana contaram que, no gabinete de Bolsonaro, havia um local designado para deixar os aparelhos na entrada da sala de reuniões. No Palácio do Planalto, uma caixinha no corredor que antecede o gabinete presidencial faz este papel também.

Na semana passada, o jornal O Globo publicou uma matéria baseada em um áudio vazado, que teria sido ouvido por meio de um telefonema, aparentemente acidental, de Onyx Lorenzoni a um repórter da publicação. No áudio, Bolsonaro pediu para que o ministro da Casa Civil procurasse o ex-ministro Bebianno para apaziguar as relações entre o governo e o ex-coordenador da campanha presidencial do PSL.

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Bebianno, por sua vez, deixou vazar conversas de WhatsApp com o presidente depois que foi exonerado do governo. Os áudios contestam acusações do presidente e de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, de que Bebianno teria mentido sobre ter falado com Jair Bolsonaro enquanto ele estava internado em São Paulo.

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