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Futuro ministro da Justiça afirmou que é "inapropriado" que opine sobre o caso e defendeu uma investigação, caso os fatos não sejam esclarecidos

Sergio Moro defendeu uma investigação, caso as movimentações não sejam esclarecidas
Divulgação/ Governo de Transição
Sergio Moro defendeu uma investigação, caso as movimentações não sejam esclarecidas

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse nesta segunda-feira (10) que não cabe a ele dar esclarecimentos sobre o caso envolvendo uma movimentação suspeita de contas de um ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito. 

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“O que existia no passado de ministro da Justiça opinando sobre casos concretos é inapropriado. Estes fatos têm que ser esclarecidos. O presidente já apresentou alguns esclarecimentos. Tem outras pessoas que precisam prestar os seus esclarecimentos. E o fatos, se não forem esclarecidos, têm que ser apurados. Eu não tenho como assumir esse papel”, disse Moro , após ser questionado sobre o relatório.

"O ministro da Justiça não é uma pessoa que deve ficar interferindo em casos concretos, e eu, na verdade, nem sou ainda ministro da Justiça. Então tiveram pessoas cobrando uma posição, mas, assim, as pessoas [citadas] que têm que prestar os esclarecimentos", completou. 

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), apontou movimentações bancárias de mais de R$ 1,2 milhão, feitas por Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. O valor não bate com a renda declarada pelo funcionário. 

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Uma das movimentações, que foram consideradas suspeitas, tinha como favorecida a futura primeira-dama, Michele Bolsonaro . O presidente eleito justificou a movimentação ,  24 mil pagos em cheque, como a quitação de uma dívida pessoal e disse que o dinheiro foi depositado na conta de Michele por "questão de mobilidade", pois tem dificuldade para ir ao banco por sua rotina de trabalho. 

Recentemente, Moro anunciou que o Coaf será presidida pelo auditor da Receita Federal, Roberto Leonel e que a perspectiva do governo eleito é transferir o conselho para a estrutura do Ministério da Justiça. "Como o Coaf é um órgão estratégico, de inteligência, prevenção à lavagem de dinheiro, nós entendemos que é oportuna a transferência dele para o Ministério da Justiça, considerando que o Ministério da Economia vai ter muitas atribuições”, disse. 

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