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Presidente do TSE discursou em defesa dos diretos humanos na cerimônia; para a deputada eleita pelo PSL, discuso foi "fora de tom e de propósito"

Deputada eleita pelo partido de Jair Bolsonaro, Joice Hasselmann criticou o discurso da ministra Rosa Weber
José Cruz/Agência Brasil
Deputada eleita pelo partido de Jair Bolsonaro, Joice Hasselmann criticou o discurso da ministra Rosa Weber

A deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) criticou o discurso da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, feito durante a cerimônia de diplomação do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda-feira (10).

Para Joice Hasselmann , a presidente do TSE fez um discurso “fora de tom e de propósito” em defesa dos direitos humanos durante o evento. “Nosso presidente, agora diplomado, fez um discurso simples, de união e de agradecimentos. Já a ministra Rosa Weber nos submeteu a uma longa aula de direitos humanos fora de tom e de propósito. Desnecessário. Mas nada tirou o brilho do momento”, afirmou a deputada eleita.

Rosa Weber discursou após Bolsonaro e lembrou que são comemorados nesta segunda-feira os 70 anos de aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Para a ministra, a declaração da ONU assegurou que todos devem ser tratados igualmente e que as minorias devem ser respeitadas.

"A democracia é também exercício constante de diálogo e de tolerância, de mútua compreensão das diferenças, sopesamento pacífico de ideias distintas, até mesmo antagônicas, sem que a vontade da maioria, cuja legitimidade não se contesta, busque suprimir ou abafar a opinião dos grupos minoritários, muito menos tolher ou comprometer os direitos constitucionalmente assegurados", disse Rosa Weber .

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Além da cerimônia de diplomação, a agenda do presidente eleito está intensa nesta semana. Afinal, com o intuito de preparar a sua articulação política, Bolsonaro deve seguir o ritmo de reuniões partidárias, se encontrando com as bancadas do PSD, DEM, PSL, PP e PSB.

Também estão agendadas conversas com os governadores eleitos de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Em busca de consenso para alinhar a base aliada no Congresso, o presidente eleito se reúne amanhã (11) com a bancada do PSD. No dia seguinte (12), será a vez de conversar com o PSL, PP e PSB. Na semana passada, o presidente eleito conversou com integrantes do MDB, PRB, PR e PSDB.

Na reunião com o PSL, partido do presidente eleito e de Joice Hasselmann , Bolsonaro tentará dirimir as divergências internas que geraram troca de acusações. A sigla foi a que mais cresceu nas eleições de 2018, ganhando 42 novos deputados e se tornando a segunda maior bancada da Câmara, atrás apenas do PT, que tem 56.

* Com informações da Agência Brasil

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