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Em publicação, o candidato do PT foi associado a uma suposta estratégia de disseminação de "fake news" sobre seu adversário Jair Bolsonaro (PSL)

Em uma das representações, a coligação O Povo Feliz de Novo, de Fernando Haddad, solicitou a retirada de 222 conteúdos do ar, espalhados por redes sociais como Twitter e Facebook
Ricardo Stuckert
Em uma das representações, a coligação O Povo Feliz de Novo, de Fernando Haddad, solicitou a retirada de 222 conteúdos do ar, espalhados por redes sociais como Twitter e Facebook

Em duas decisões, o ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que seja retirada da internet uma publicação com conteúdos falsos sobre o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad.

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Em uma das representações, a coligação O Povo Feliz de Novo, de Fernando Haddad , solicitou a retirada de 222 conteúdos do ar, espalhados por redes sociais como Twitter e Facebook, alegando que tais publicações seriam inverídicas, difamatórias e injuriantes.

Horbach concedeu a retirada de apenas uma postagem, que para o ministro é manifestamente falsa e potencialmente lesiva à honra de Haddad. Na publicação, o candidato do PT é associado a uma suposta estratégia de disseminação de notícias inverídicas sobre o adversário Jair Bolsonaro (PSL). 

Em decisão anterior, o ministro do TSE já havia determinado a retirada de conteúdo sobre Fernando Haddad disseminado nas redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ)
Ricardo Stuckert
Em decisão anterior, o ministro do TSE já havia determinado a retirada de conteúdo sobre Fernando Haddad disseminado nas redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ)

Em relação às demais postagens, Horbach considerou que estariam aptas a continuar no ar por serem uma expressão da opinião do eleitor, reproduções de matérias jornalísticas ou críticas à urna eletrônica.

“Tais conteúdos, por óbvio, não se enquadram entre aqueles cuja remoção é autorizada pela legislação eleitoral, o que faria com que a eventual concessão da liminar pleiteada consubstanciasse inconstitucional ato de censura”, escreveu o ministro.

Em decisão anterior, Horbach já havia determinado a retirada de conteúdo disseminado nas redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro. Nas postagens, o vereador diz que Haddad disse ter convidado o ex-presidente  Lula a subir a rampa do Palácio do Planalto junto com ele para a cerimônia de posse, caso vencesse a eleição. A publicação, no entanto, veicula um vídeo antigo, como se fosse recente, de Haddad fazendo a declaração.

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"Ainda que o vídeo seja verdadeiro e contenha declarações reais de Fernando Haddad , sua utilização é descontextualizada, de modo a transmitir ao eleitor informação equivocada, induzindo-o a percepções potencialmente lesivas aos representantes", escreveu o ministro Carlos Horbach, do TSE.


*Com informações da Agência Brasil