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Candidato do PSC cresceu na reta final e alcançou 41,2% dos votos, enquanto ex-prefeito somou 19%; Romário caiu e ficou apenas em quarto

Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) farão segundo turno no Rio de Janeiro
iG Arte/Divulgação
Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) farão segundo turno no Rio de Janeiro

Os candidatos Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) vão disputar o segundo turno da eleição no Rio de Janeiro para o cargo de governador do Estado. O resultado foi confirmado pela Justiça Eleitoral às 21h deste domingo (7) após apuração de 95,61% das urnas. A votação do segundo turno está agendada para o dia 28 deste mês.

Mais de 7,7 milhões de eleitores participaram da votação em todo o Estado neste domingo, número que equivale a 76% das mais de 12,4 milhões de pessoas que compõem o eleitorado fluminense. O advogado Wilson Witzel, que há uma semana nem mesmo aparecia nas pesquisas de intenção de voto como postulante a ir ao segundo turno, venceu a votação deste domingo, com 41,2% (2,9 milhões) dos votos mais de 7,2 milhões de votos válidos registrados na eleição no Rio de Janeiro.

Já o ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes obteve 19,4% dos votos válidos e vai ao segundo turno credenciado com mais de 1,4 milhão de votos. Brancos e nulos somaram mais de 1,7 milhão de votos.

O candidato Tarcísio Motta (PSOL) chegou a 10,7% dos votos e fechou o pódio da eleição no Rio, enquanto o senador Romário (Podemos) foi escolhido por 8,7% dos eleitores (638 mil votos). O ex-jogador era, até a semana passada, apontado como um dos principais candidatos a irem ao segundo turno.

Também foram contabilizados 6% para Pedro Fernandes (PDT). 5,9% de votos para o candidato Índio da Costa (PSD) e 5,8% para Márcia Tiburi (PT).  Marcelo Trindade (Novo) obteve a preferência de 1% dos eleitores. André Monteiro (PRTB) e Dayse Oliveira (PSTU) não atingiram 1% dos votos.

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PRP) até teve seu nome nas urnas eletrônicas na votação deste domingo, mas sua candidatura foi vetada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por conta da Lei da Ficha Limpa.

O crescimento do advogado Wilson Witzel  já havia sido identificado em pesquisas anteriores, mas nenhum estudo chegou a mostrá-lo efetivamente na disputa para ir ao segundo turno – e muito menos na liderança da corrida eleitoral no Rio de Janeiro. Sua guinada decorreu, especialmente, do apoio recebido da família do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Wilson Witzel e Eduardo Paes já poderão retomar suas campanhas nas ruas e na internet, de olho no segundo turno da eleição, a partir desta segunda-feira (8). A propaganda eleitoral no rádio e na TV será reiniciada na sexta-feira (12).

Os desafios para quem vencer a eleição no Rio de Janeiro

Intervenção federal escancara um dos principais desafios para quem vencer a eleição no Rio de Janeiro: a violência
Tomaz Silva/Agência Brasil - 27.2.18
Intervenção federal escancara um dos principais desafios para quem vencer a eleição no Rio de Janeiro: a violência

O Rio de Janeiro tem 16,7 milhões de habitantes, conforme estimativa do IBGE. O próximo governante fluminense terá como um de seus principais desafios lidar com dificuldades na área da segurança pública. O Atlas da Violência 2018 aponta que a taxa de homicídios no Estado é a maior do Sudeste, sendo de 36,4 por 100 mil habitantes. 

Sob intervenção federal já há mais de oito meses, o Rio de Janeiro viu nesse período sua taxa de mortes aumentar em quase 150% – a maior alta nesse espaço de tempo já registrada pelo Instituto de Segurança Pública. Além disso, foi registrada diminuição no número de roubos de carga e veículos durante a intervenção comandada pelo general Braga Netto, mas o tema ainda preocupa nas rodovias que cortam o estado. 

O futuro governador do Rio de Janeiro também terá que lidar com o alto nível de desemprego. Em 2014, segundo o IBGE,  havia 450 mil desempregados no Estado. Hoje esse número triplicou e chegou à casa de 1,3 milhão, sendo o maior da região Sudeste. Com isso, o Rio foi na contramão da maioria dos estados brasileiros neste ano, onde houve queda no desemprego. 

O vencedor da disputa entre Witzel e Eduardo Paes no segundo turno da eleição no Rio de Janeiro tomará posse no Palácio Guanabara no dia 5 de janeiro. Seu mandato vai até o dia 31 de dezembro de 2021.