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Candidato do PSL concedeu entrevista nesta sexta-feira a TV Bandeirantes e falou sobre as polêmicas envolvendo Mourão e o economista Paulo Guedes

Candidato do PSL, Jair Bolsonaro foi entrevistado pelo apresentador Luis Datena de dentro do quarto do hospital Albert Einstein
Reprodução/Band
Candidato do PSL, Jair Bolsonaro foi entrevistado pelo apresentador Luis Datena de dentro do quarto do hospital Albert Einstein

O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (28) que "o vice geralmente não apita nada, mas atrapalha muito", em referência a declarações recentes de seu vice na chapa, o general Mourão,  sobre o 13º salário e outros direitos trabalhistas.

O candidato concedeu entrevista ao apresentador José Luiz Datena em seu quarto no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internado após o atentado sofrido em 6 de setembro em Juiz de Fora, Minas Gerais.  Jair Bolsonaro disse ter enviado uma ordem a Mourão após a repercussão negativa. "Falei, sim, para ele ficar quieto. Afinal de contas, está atrapalhando realmente."

O deputado federal explicou que, quando convidou o militar do PRTB para vice, Mourão sabia que Bolsonaro é "capitão" e ele "general". "Realmente, ele tem as suas posições e as expõe, mas as consequências são medidas. Uma frase fora de contexto e já era", declarou.

Bolsonaro aproveitou para defender novamento o 13º salário e afirmou que é um direito garantido pela Constituição e que não pretende alterá-lo. "Nem por proposta de emenda à Constituição você pode tirar isso", lembrou.

Em outro trecho da entrevista, o militar da reserva também comentou sobre as falas de seu "posto Ipiranga", o economista Paulo Guedes. Para Bolsonaro, as polêmicas envolvendo as falas do economista foram "pior do que a questão do Mourão” e que, na verdade, as declarações de Guedes teriam sido "manipuladas" pela mídia e, por isso, o economista foi proibido de dar mais entrevistas.

O candidato explicou que a ideia do economista é não cobrar Imposto de Renda de quem ganha menos de cinco salários minímos, já quem recebe acima desse valor seria taxado em 20%. O deputado federal afirmou também que não há nenhuma intenção de voltar com a CPMF e sim criar um imposto que pudesse diminuir a quantidade de tributos que são pagos pela população. "Eu votei para a extinção da CPMF", ressaltou.

Sobre os demais ministros que podem ocupar um cargo em um eventual governo de Bolsonaro, o candidato afirmou que ligaria para os seus “postos Ipiranga” sempre que precisassem tomar uma decisão.

"Vou nomear meu time de ministros por critério técnico", afimou o deputado ao ser questionado sobre possíveis alianças com outros partidos. Bolsonaro defendeu também que há bons parlamentares dentro da Câmara dos Deputados e que, durante o período em que esteve amadurecendo a ideia de ser candidato a presidente, conversou com ao menos 120 deputados e apresentou seu plano de governo.

Ele disse ainda que possui boa relação com diversas bancadas da Câmara, como a bancada evangélica, do agronegócio e turismo.

Não aceito resultado diferente da minha eleição, diz Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro voltou a duvidar do resultado das urnas eletrônicas brasileiras
Reprodução/ Jovem Pan
Jair Bolsonaro voltou a duvidar do resultado das urnas eletrônicas brasileiras

Questionado sobre uma possível vitória do PT nas urnas, Bolsonaro afirmou: "não posso falar pelos comandantes [militares]. Pelo que vejo nas ruas, não aceito resultado diferente da minha eleição", disse o candidato.

O candidato voltou a duvidar do resultado das urnas eletrônicas brasileiras que, para ele, estão sujeitas a fraudes que podem prejudicar a sua campanha. Ele também disse que tem desconfiança de "profissionais dentro do Tribunal Superior Eleitoral" e que uma eventual vitória petista seria "fraude".

"Em 2015, eu aprovei o voto impresso, mas o Supremo derrubou. Não temos como auditar o resultado disso. A suspeição estará no ar. Se você ver como eu sou tratado na rua e como os outros são tratados, você não vai acreditar. A diferença é enorme", completou.

Bolsonaro disse acreditar que as Forças Armadas não tomariam a iniciativa de contestar o resultado das urnas diante de uma vitória do PT. No entanto, ele afirmou que os militares não tolerariam erros do partido que tem Fernando Haddad como seu presidenciável.

"O que vejo nas instituições militares é que não tomariam iniciativa. Mas na primeira falta, poderia acontecer [uma reação] com o PT errando, sim. Nós, das Formas Armadas, somos avalistas da Constituição. Não existe democracia sem Forças Armadas", afirmou Jair Bolsonaro .

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