Quarta fase da Operação Registro Espúrio tem o objetivo de apurar desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário
Rovena Rosa/Agência Brasil
Quarta fase da Operação Registro Espúrio tem o objetivo de apurar desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário

Os agentes da Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta terça-feira (18), a quarta fase da Operação Registro Espúrio, que tem o objetivo de apurar desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário (CEES).

Leia também: Polícia Federal liga Carlos Marun a fraudes no Ministério do Trabalho

Nesta fase da operação, o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz do Tribunal de Contas da União (TCU), aparece como alvo da PF. Ele é investigado pela Registro Espúrio pelos supostos crimes de peculato e corrupção ativa. 

Hoje, o apartamento e o escritório de Tiago, foram alvos de mandados de busca. Além disso, o seu sócio, Bruno de Carvalho Galiano, foi detido, por um mandado de prisão temporária . De acordo com as informações reveladas pela TV Globo , a PF chegou a pedir a prisão de Tiago Cedraz, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) indeferiu.

Aliás, todos o mandados da operação de hoje foram expedidos pelo STF . São cumpridos, ao todo, 16 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária, deflagrados em Brasília, Goiânia, Anápolis, São Paulo e Londrina. Todos os investigados responderão pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

Leia também: Operação da PF leva o STF a afastar ministro do Trabalho por fraudes na pasta

Você viu?

De acordo com as investigações, foi localizada a atuação de uma organização criminosa em entidades interessadas em obter, de forma fraudulenta, restituições de contribuições sindicais recolhidas indevidamente da CEES .

Esses pedidos de restituição eram manipulados pelo grupo com o intuito de adquirir direitos a créditos, conforme indicou também o Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União.

Os valores, segundo a PF, eram transferidos da CEES para as contas bancárias das entidades, com posterior repasse de um percentual para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema. 

Leia também: Ministério do Trabalho fraudava documentos a pedido de Marun, diz PF

Desencadeada agora pela quarta vez, a Operação Registro Espúrio  teve início com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Ela é relatada no STF pelo ministro Edson Fachin.

* Com informações da Agência Brasil.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários