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Beto Barata/PR - 15.12.18
Antes aliados, Geraldo Alckmin e Michel Temer entraram em rota de colisão nas últimas semanas de campanha

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, rebateu na manhã desta quinta-feira (6) os  vídeos gravados pelo presidente Michel Temer (MDB) com críticas à sua campanha.

Pelo Twitter, o presidente reclamou que Geraldo Alckmin  promove "falsidades" em suas propagandas com críticas à situação do País sob os governos Dilma Rousseff (PT) e Temer. O ponto central da resposta do emedebista é o fato de que a coligação que apoia a candidatura de Alckmin abriga partidos que integraram e ainda integram o atual governo.

Em sabatina realizada pelo jornal O Estado de São Paulo e a Faap (Fundação Armando Alvares Penteado), Alckmin disse que o problema do governo não são os ministros, mas o próprio Temer.

"Eu não votei no Temer, ele era da chapa da Dilma. Eles se escolheram duas vezes. Houve um impeachment, acompanhado de perto pelo STF, e nós temos responsabilidades para com o Brasil e os brasileiros. Na época, eu disse que devíamos dar apoio parlamentar mas sem participar do governo. Não é um governo nosso. O problema do governo Temer não é o ministro. , mas o presidente, que não tem nem a liderança nem a legitimidade necessárias", disse o tucano.

Num dos vídeos divulgados por Temer , o presidente toma o ex-ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) como exemplo da sugerida controvérsia de Alckmin. "Você diz que a educação foi um desastre. Mas você sabe quem foi o meu ministro da Educação? O Mendonça Filho, que é do DEM, um partido que apoia a sua candidatura. E o Mendonça fez um belíssimo trabalho", disse o presidente.

Ao falar sobre suas propostas para a educação nesta manhã, Alckmin recordou a crítica e fez um afago ao agora seu aliado Mendonça Filho, exaltando a reforma do Ensino Médio promovida durante sua gestão no MEC.

Leia também: MP-SP ajuíza ação contra Alckmin por caixa 2 e pede bloqueio de R$ 39 milhões

Geraldo Alckmin contra Temer, Geraldo Alckmin contra Bolsonaro

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José Cruz/Agência Brasil - 6.8.18
"O Bolsonaro é um passaporte para a volta do PT", diz candidato Geraldo Alckmin

Alckmin também explicou sua estratégia em atacar o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que é  alvo de peças publicitárias de sua campanha. "Eu acho o Bolsonaro um passaporte para a volta do PT. O Bolsonaro não ganha de ninguém no segundo turno. É uma coisa extremamente limitada. Tudo que o PT quer é um segundo turno com o Bolsonaro. O Brasil não pode correr o risco. O Bolsonaro é fraco, ele tem 28 anos de política e sua atuação é de corporativismo puro", criticou.

O tucano também reforçou as críticas a uma das principais propostas de Bolsonaro, que é a liberação do porte de armas. "É uma irracionalidade. Se todo mundo sair por aí com uma arma na cintura, o número de homicídios em São Paulo vai saltar de 3 mil para 30 mil. Não é papel do cidadão comum enfrentar criminosos. Quem tem que fazer isso é a Polícia, que é treinada para isso", defendeu Geraldo Alckmin .

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