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Cesar Itiberê/PR - 22.8.18
Presidente Michel Temer criticou a conclusão do inquérito e reiterou que todas as doações da Odebrecht foram declaradas

A Polícia Federal concluiu que o presidente Michel Temer recebeu da empreiteira propinas de ao menos R$ 1,43 milhão por meio de intermediários. A afirmação consta no inquérito da PF que foi enviado nesta quarta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre supostos  repasses ilícitos da Odebrecht ao MDB.

O delegado Thiago Machado Delabary sustenta no relatório que há indícios de que o presidente Michel Temer praticou os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Com base nas provas apresentadas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve decidir se denuncia o presidente pela terceira vez.

A Polícia Federal também cita que os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia) foram corrompidos.

Por meio de sua assessoria, Temer criticou a conclusão do inquérito e reiterou que todos os registros de doações da Odebrecht ao partido foram declarados ao Tribunal Superior Eleitoral.

“Agora, sem conseguir comprovar irregularidades nas doações, o delegado aponta supostos pagamentos ocorridos em março como prova dos crimes, ou seja, dois meses antes do jantar. A investigação se mostra a mais absoluta perseguição ao presidente, ofendendo aos princípios mais elementares da conexão entre causa e efeito", afirmou a assessoria de Temer à TV Globo.

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O inquérito foi aberto em abril do ano passado no STF , mas passou a ter o presidente como um dos alvos apenas em março, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso é relatado pelo ministro Edson Fachin e as investigações tiveram início a partir das delações de Marcelo Odebrecht e de Cláudio Melo Filho, representantes da construtora que, num jantar no Palácio do Jaburu, afirmaram teram acertado com Temer e aliados o repasse ilícito de R$ 10 milhões em recursos em 2014.

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Além desse inquérito, o presidente Michel Temer  é também investigado em outros três processos. Dois deles estão travados por conta de decisões da Câmara dos Deputados que impediram o andamento das ações enquanto Temer ocupar a Presidência da República. Já o quarto inquérito está em andamento e apura  suposto pagamento de propina a Temer no âmbito da edição do chamado Decreto dos Portos. 

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