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Agora! divulgou conjunto de 130 propostas para presidenciáveis; lista inclui imposto unificado defendido por Ciro, Alckmin, Lula, Amoêdo e Meirelles

Apresentador Luciano Huck foi cotado para ser candidato à Presidência da República
Divulgação/TV Globo
Apresentador Luciano Huck foi cotado para ser candidato à Presidência da República

O movimento Agora!, que tem no  apresentador Luciano Huck um de seus principais expoentes e define a si mesmo como um "grupo de ação política a partir da sociedade, independente, plural, sem fins lucrativos e sem vinculação partidária", divulgou nesta semana um conjunto com mais de 130 propostas para o próximo presidente da República.

Entre as ideias defendidas pelo movimento – que, além de Luciano Huck , conta com nomes como o do empresário Carlos Jereissati Filho, do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero e do advogado Ronaldo Lemos – estão a "regulação da maconha para uso adulto" e a "separação objetiva entre o que é consumo e o que é tráfico de drogas".

Essa proposta é apresentada como uma das soluções para o cenário de superlotação em presídios agravado pela falta de julgamento dos detentos. Outra sugestão nessa direção é a aplicação de penas alternativas à prisão para réus primários de crimes não violentos.

As propostas do Agora! foram divididas em oito temas (Combate às desigualdades, sustentabilidade, segurança pública, reforma do Estado, educação, saúde, govtech e economia).

Grupo de Luciano Huck defende criação do IVA

Segundo assessoria de candidato do PPS, apresentador Luciano Huck fez doações de R$ 50 mil e R$ 20 mil para campanhas
Globo Divulgação
Segundo assessoria de candidato do PPS, apresentador Luciano Huck fez doações de R$ 50 mil e R$ 20 mil para campanhas

Em meio às políticas econômicas defendidas pelo grupo, está a unificação de "diversos impostos" mediante a introdução do Imposto sobre Valor Agregado, o IVA. Essa  simplificação tributária por meio do IVA consta dos programas de governo de cinco candidatos à Presidência: Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O movimento também defende a tributação diferenciada para ricos e pobres como uma forma de diminuir a desigualdade no País. Nessa direção, o clã de Huck, Calero e Jereissati Filho propõe "desenhar o sistema tributário de forma que sejam asseguradas receitas para o Estado ao mesmo tempo que se reduzam as enormes diferenças de padrões de vida das pessoas e a concentração e acumulação de poder econômico".

Figuram como políticas de combate à desigualdade a elevação dos tributos sobre herança e doações e a reimplementação do imposto sobre distribuição de lucros e dividendos. Essas propostas coincidem com pontos do  plano de governo do candidato Guilherme Boulos (PSOL).

Antes cotado a se candidatar à Presidência, Luciano Huck decidiu manter seu trabalho na televisão e tem se dedicado a participar de eventos sobre engajamento político. De acordo com a assessoria de imprensa de um candidato do PPS, o apresentador fez nesta semana doações de R$ 50 mil e de R$ 25 mil a candidatos da legenda a deputado federal e estadual, respectivamente.

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