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Vídeo publicado em meados de agosto mostra protesto contra petistas "e Jaques Wagner", mas candidato ao Senado nem estava presente no local

Kim Kataguiri e Fernando Holiday, do Movimento Brasil Livre (MBL), também foram condenados pelo TRE
Reprodução/Facebook
Kim Kataguiri e Fernando Holiday, do Movimento Brasil Livre (MBL), também foram condenados pelo TRE

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia condenou o Movimento Brasil Livre (MBL) a publicar nota de resposta do candidato ao Senado Jaques Wagner (PT) em suas redes sociais, devido à falsa notícia divulgada pelo grupo em relação ao petista nesse mês. Além do grupo, também foram condenados na mesma ação o vereador Fernando Holiday (DEM) e o candidato a deputado federal, Kim Kataguiri (DEM). 

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A decisão da justiça acontece por causa de um vídeo publicado nas redes sociais do MBL  em meados de agosto – no qual é possível ver pessoas protestando contra petistas –, que, por sua vez, participavam de ato a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um shopping de Salvador. Nos posts, o grupo deixa subentendido que as críticas são também dirigidas ao senador, mas ele nem sequer estava no local. 

Vídeo publicado pelo MBL no dia 14 de agosto foi retirado do ar dois dias depois. Agora, grupo foi condenado
Reprodução/Facebook
Vídeo publicado pelo MBL no dia 14 de agosto foi retirado do ar dois dias depois. Agora, grupo foi condenado

No dia 16 de agosto, dois dias depois da publicação do vídeo, a equipe de Jaques Wagner publicou nota criticando a repercussão sistemática de 'fake news' nas páginas do Movimento Brasil Livre. Na mensagem, também apontaram que a falsa publicação havia sido tirada do ar.

"Depois de divulgar na internet uma informação falsa, de que o candidato ao Senado, Jaques Wagner, esteve no último sábado, 11/08, na manifestação “Trompetaço Lula Livre” no Shopping Barra o MBL (Movimento Brasil Livre) tirou a fake news do ar", escreveram. 

"Jaques Wagner não esteve naquele dia no Shopping Barra. Notícia deve ser apurada antes de ser divulgada. Adotamos os procedimentos judiciais cabíveis para inibir esse tipo de notícia falsa” , afirmou Pedro Scavuzzi, advogado da campanha de Wagner.

Nas redes sociais, o candidato ao Senado pelo PT comemorou a condenação contra o MBL e os dois membros do grupo - também considerados culpados por compartilharem em suas páginas a notícia falsa. 





MBL e fake news

MBL protestou em frente ao Facebook, em São Paulo, por páginas retiradas do ar
Reprodução/ Facebook
MBL protestou em frente ao Facebook, em São Paulo, por páginas retiradas do ar

Em julho deste ano, o  Facebook tirou do ar 87 páginas (de 109, no total) relacionadas ao MBL por disseminarem notícias falsas. Entre elas, estava o "Jornalivre", "Brasil 200", e "O Diário Nacional". Segundo a empresa de tecnologia, os perfis foram despublicados com base no código de autenticidade da rede, "escondendo das pessoas a natureza e origem de seu conteúdo" com propósito de "espalhar desinformação". Quando da decisão, o grupo fez protesto em frente a sede do Facebook , em São Paulo, com cerca de 50 participantes. 

*Com informações do jornal Folha de S. Paulo e O Globo.

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