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Polícia Federal enviou questionário a Michel Temer; há a suspeita de que o PMDB tenha recebido R$ 10 milhões em propinas da Odebrecht

Michel Temer (MDB) é alvo de diversos inquéritos da Polícia Federal
Alan Santos/PR - 20.4.18
Michel Temer (MDB) é alvo de diversos inquéritos da Polícia Federal

Questionado por escrito pela Polícia Federal em um questionário remetido no dia 7 de agosto, Michel Temer (MDB) alegou não ter a “menor ciência” sobre um suposto acerto entre o seu partido e a empreiteira Odebrecht.

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O questionário é um desenrolar das investigações sobre o fatídico encontro no Palácio do Jaburu, onde, desconfia a PF, o MDB de Temer e altos executivos da construtora firmaram um acordo que envolveria R$ 10 milhões em propinas ao partido em troca de favorecimento à Odebrecht em decisões do governo.

De acordo com informações do portal G1 , o emedebista afirmou que a Odebrecht não lhe fez “nenhuma reivindicação”, muito embora ele reconheça que o encontro no Jaburu de fato ocorreu.

Sobre o suposto acordo, o presidente disse não ter “a menor ciência do aporte desses recursos”. Ele acrescentou, no entanto, que Marcelo Odebrecht, herdeiro da empreiteira que carrega seu nome, prometeu “que iria colaborar com vários candidatos do PMDB ”, o que teria feito de forma legal.

O presidente da República, em dado ponto do questionário, expressou sua indignação ante os questionamentos da PF. Perguntado se teria recebido qualquer espécie de recursos financeiros por intermédio de seu amigo Jose Yunes, respondeu: “Pergunta ofensiva. Não merece resposta”.

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A investigação envolve o suposto favorecimento da empresa Odebrecht  durante o período em que Padilha e Moreira Franco foram ministros da Secretaria da Aviação Civil, entre os anos de 2013 e 2015. Na época,  Michel era vice-presidente da República. 

De acordo com Cláudio Melo Filho, executivo da empresa na época, no jantar no Palácio do Jaburu, teria sido acertado valores e contrapartidas por parte do partido. O Planalto sustenta que todas as doações da Odebrecht ao partido foram feitas obedecendo a legalidade. 

Em seu relato, Melo Filho diz que parte do valor pago pela Odebrecht seria repassado à Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que concorria ao governo de São Paulo em 2014.

Em troca, os ministros do MDB intercederiam em favor da Odebrecht em questões de interesse da empresa. De acordo com a delação, além de  Temer ,  Padilha  e Moreira, estariam presentes no encontro o próprio Cláudio Melo e o ex-presidente da companhia, Marcelo Odebrecht.

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