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Ciro Gomes também se declarou contra a presença de Fernando Haddad nos debates eleitorais; “quem é o candidato do PT?”, questionou o pedetista

Ciro Gomes, candidato do PDT à presidência da República
Reprodução
Ciro Gomes, candidato do PDT à presidência da República

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, destacou, em um evento promovido por empresários nesta terça-feira (13), que os problemas brasileiros não vão se resolver se o país continuar crescendo apenas 2% ao ano e mantiver "a pior distribuição de renda do planeta".

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Para Ciro Gomes , resolver o endividamento das famílias e do setor empresarial, atrair o investimento privado e melhorar a eficiência do setor público deverão ser as prioridades do próximo ocupante do Planalto.

Ciro defendeu, já nos seis primeiros meses de governo, um amplo debate com a população sobre as reformas da Previdência e tributária, com apoio das universidades.

Para o candidato, é preciso um redesenho do pacto federativo e a reforma tributária para melhor distribuição dos impostos. Ele disse que pretende adotar melhores práticas, como a cobrança de impostos sobre mercadorias no destino (hoje são cobrados na origem) e a fusão de tributos.

Na área de urbanismo, o candidato quer aumentar a participação das prefeituras e governos estaduais em programas como o Minha Casa, Minha Vida .

Na visão do pedetista, com um déficit de 6 milhões de habitações, a infraestrutura necessária para os programas de moradia não pode ser responsabilidade apenas do governo federal. A ideia é que estados e prefeitura assumam, sem ônus para o morador, a infraestrutura dos conjuntos habitacionais, que chega a 20% do custo da obra. Segundo Ciro, isso vai garantir a regularidade nos pagamentos dos mutuários.

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Questionado sobre segurança nas fronteiras, o presidenciável defendeu a criação de uma guarda nacional de fronteiras ostensiva e, segundo ele, essencialmente tecnológica. Pela proposta, a Polícia Federal (PF) não teria mais responsabilidade nessas regiões.

Na saúde, Ciro afirmou que os principais problemas são o subfinanciamento e a má gestão. Para ele, é preciso universalizar a atenção básica, com a formação de médicos generalistas, além de sistematizar a entrega de remédios, a realização de exames especializados e de cirurgias eletivas.

Ciro Gomes comentou também a ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos debates presidenciais. Ele disse ser contra a presença de Fernando Haddad, vice na chapa do PT, substituindo o ex-presidente preso. “Quem é o candidato do PT? É o Lula. Porque o Haddad vai para os debates?”, questionou.

* Com informações da Agência Brasil

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