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Mesmo preso, o líder petista foi oficializado candidato pela sigla em evento polêmico, sob protestos pela candidatura de Marília Arraes ao governo de PE

Convenção do PT é realizada na Casa Portuguesa, em São Paulo, e oficializa Lula como candidato
Reprodução/Twitter Carlos Lula Zaratinni
Convenção do PT é realizada na Casa Portuguesa, em São Paulo, e oficializa Lula como candidato

A convenção nacional do PT acontece neste sábado (4), em São Paulo, oficializando Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à Presidência da República. No palco, estão presentes a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, o coordenador de programa da campanha petista, Fernando Haddad, além de integrantes da Executiva Nacional, governadores, senadores e deputados. Lula foi lançado candidato da sigla, mas ainda não há nome para vice. 

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Sob gritos de " Lula livre" e "Lula presidente", filiados do partido participam do evento na tarde de hoje, no bairro Liberdade, na capital paulista, com a presença de atores, intelectuais e militantes simpáticos à sigla. 

Entre outros, a ex-presidente Dilma Rousseff discursou no evento de hoje. Ela falou contra a reforma trabalhista, defendeu o papel da mulher no partido, atacou a 'venda do pré-sal a preço de banana'. Ela ainda destacou que é candidata ao Senado em Minas Gerais. 

“Nós queremos Lula candidato à presidência porque o povo quer”, afirmou Dilma. 

O senador Eduardo Suplicy também participou da convenção hoje. Ele defendeu a candidatura do ex-presidente, atualmente preso em Curitiba (PR). Já o deputado federal Lindbergh Farias disse que "resistir com Lula talvez seja o ato mais forte de desobediência civil do povo brasileiro”. 

Lula envia mensagem aos participantes da convenção

Lula é lançado candidato pelo PT, mas nome de vice permanece 'misterioso'
Reprodução/Globonews
Lula é lançado candidato pelo PT, mas nome de vice permanece 'misterioso'

Preso desde abril deste ano em Curitiba, no Paraná, o agora candidato do PT na corrida presidencial de 2018, Lula enviou mensagem aos participantes do evento do partido neste sábado. O texto foi lido no fim do evento, por volta das 13h50.

Na carta, o petista disse que "esta é a primeira vez em 38 anos que não participo pessoalmente de um encontro nacional do nosso partido. Mas sei que estou presente por meio de cada um de vocês, cada dirigente, delegado e militante do PT ".

"Ao longo desses 38 anos nós construímos a mais importante força política que este país já conheceu. Porque nascemos das bases, da classe trabalhadora da cidade e do campo, lutando pela democracia e pela justiça. E nunca, nunca mesmo, nos afastamos do povo", continuou.

O candidato também destacou feitos de seus dois governos. "Criamos um dos maiores e melhores programas de transferência de renda do mundo, o Bolsa Família. Aumentamos o valor real do salario mínimo. Levamos  crédito para os trabalhadores, os aposentados e para a agricultura familiar. Criamos 20 milhões de empregos."

Também lembrou o impeachment da ex-presidente Dilma, afirmando que "querem vetar o direito do povo escolher livremente o próximo presidente. Querem inventar uma democracia sem povo".

Polêmica na convenção do PT

Convenção do PT acontece no bairro Liberdade, em São Paulo, e lança Lula como candidato oficial
Reprodução/Youtube Lula
Convenção do PT acontece no bairro Liberdade, em São Paulo, e lança Lula como candidato oficial

O evento é cenário de protestos de grupos de militância dentro da própria sigla, contra a decisão de retirar a candidatura da vereadora Marília Arraes ao governo de Pernambuco, em prol da aliança com o PSB . No início do evento, os militantes gritaram diversas vezes o nome de Marília.

Prisão de Lula

Ex-presidente Lula foi preso em abril deste ano, após ser condenado em segunda instância na Operação Lava Jato
Ricardo Stuckert/Divulgação/Twitter/Lula
Ex-presidente Lula foi preso em abril deste ano, após ser condenado em segunda instância na Operação Lava Jato

Desde o dia 7 de abril, Lula está preso  na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça. 

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