Ex-senador Gim Argello está preso, desde abril de 2015, no Complexo Médico-Penal de Pinhais, em Curitiba
José Cruz/Agência Senado
Ex-senador Gim Argello está preso, desde abril de 2015, no Complexo Médico-Penal de Pinhais, em Curitiba

O ex-senador Gim Argello foi novamente denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira (25). O documento, elaborado pela força-tarefa de procuradores que atuam nas investigações da Operação Lava Jato, aponta os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo a acusação, Gim Argello recebeu cerca de R$ 1,6 milhão, por meio de doações oficiais de campanha da empreiteira Galvão Engenharia, para deixar de convocar empreiteiros para depor na antiga Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) da Petrobras, em 2014. Na época, ele era o vice-presidente da comissão.

O ex-senador está preso , desde abril de 2015, no Complexo Médico-Penal de Pinhais, região metropolitana de Curitiba. A defesa de Argello afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia e não tem como se pronunciar no momento.

Gim Argello já foi condanado na Lava Jato

TRF-4 decidiu pela redução da pena de Gim Argello, condenado na Operação Lava Jato, a 19 anos de prisão
Valter Campanato/Agência Brasil - 10.12.2014
TRF-4 decidiu pela redução da pena de Gim Argello, condenado na Operação Lava Jato, a 19 anos de prisão

Em novembro do ano passado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, decidiu pela redução da pena do ex-senador, condenado na Operação Lava Jato , a 19 anos de prisão. Agora, o ex-senador deverá cumprir pena de 11 anos e 8 meses de reclusão.

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Argello foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, em outubro do ano passado. Ele responde pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução das investigações.

Ao julgar o recurso do ex-senador, os  desembargadores do TRF-4 entenderam que o crime de obstrução das investigações não estaria caracterizado por conta própria, sendo parte dos delitos de corrupção, motivo pelo qual retiraram a pena referente a esse crime.

No processo, Moro cita que, em 2014, enquanto ainda exercia seu mandato no Senado, Argello, “ao invés de cumprir com seu dever, aproveitou o poder e oportunidade para enriquecer ilicitamente, dando continuidade a um ciclo criminoso”.

Segundo o magistrado, “a prática do crime de corrupção envolveu a solicitação de cerca de trinta milhões de reais, cinco milhões para cada empreiteira [envolvida na Lava Jato], com o recebimento de pelo menos sete milhões e trezentos e cinquenta mil reais, um valor muito expressivo. Um único crime de corrupção envolveu pagamento de cerca de cinco milhões de reais em propinas”. Moro ressalta que os valores foram utilizados em campanhas eleitorais de  Gim Argello em 2014.

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