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Procuradora afirma que ex-senador não relatou repasse de propina pela Odebrecht ao ministro Blairo Maggi e ao deputado Zeca do PT em 2006

PGR quer apurar se houve omissão e disse que estuda abrir um processo de revisão da colaboração de Delcídio do Amaral
Beto Barata/Agência Senado - 9.5.16
PGR quer apurar se houve omissão e disse que estuda abrir um processo de revisão da colaboração de Delcídio do Amaral

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin autorizou, nesta quarta-feira (7), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a avaliar se houve omissão na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral (MS).

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De acordo com o ministro, que é relator da Operação Lava Jato, a reanálise do acordo é "legítima" e está prevista na lei que regula as colaborações premiadas. A procuradora-geral informou Fachin, no fim de maio, que quer apurar se houve omissão e disse que estuda abrir um processo de revisão da colaboração de Delcídio do Amaral .

Raquel Dodge afirma que Delcídio não relatou repasse de propina pela Odebrecht a Blairo Maggi (PP-MT), atual ministro da Agricultura, e ao deputado federal Zeca do PT (MS), durante campanha eleitoral de 2006, fato que apresentou somente no fim de 2017. A delação do senador cassado foi homologada em março de 2016.

Edson Fachin autorizou a juntada de documentos no processo e determinou que os autos sejam analisados pela Procuradoria-Geral da República no prazo de 15 dias.

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Denúncia aceita em março

Em março deste ano, o juiz federal Sérgio Moro aceitou uma denúncia contra Delcídio e outras dez pessoas na Operação Lava Jato . No processo em questão, o ex-parlamentar é suspeito de envolvimento em um esquema que teria lhe garantido vantagem indevida sobre a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras.

Essa é a primeira denúncia aceita contra o ex-parlamentar na Justiça Federal do Paraná. Segundo a denúncia, Delcídio, na época filiado ao PT, seria um dos beneficiados pelo esquema. Agora, ele responde como réu por crimes como corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

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Além de Delcídio do Amaral , viraram réus nesse processo o ex-vice-presidente da Astra Oil, Alberto Feilhaber, e os operadores financeiros Jorge Davies, Raul Davies e Gregório Marin. Os outros seis réus são Agosthilde Monaco de Carvalho, Aurélio Oliveira Telles, Carlos Roberto Martins Barbosa, Cezar de Souza Tavares, Luis Carlos Moreira da Silva e Rafael Mauro Comino, todos ex-funcionários da Petrobras.

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