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Ministro voltou a criticar os bloqueios nas estradas e afirmou que há pessoas infiltradas no movimento dificultando o retorno da categoria ao trabalho

Marun voltou a criticar a permanência de bloqueios nas estradas do país, provocada pela greve dos caminhoneiros
Alan Santos/PR
Marun voltou a criticar a permanência de bloqueios nas estradas do país, provocada pela greve dos caminhoneiros

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, voltou a criticar nesta terça-feira (29) a permanência de bloqueios nas estradas do país, provocada pela greve dos caminhoneiros . Segundo Marun, todos têm o direito democrático de se manifestar, seja a favor da intervenção militar ou da volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, mas defendeu que o bloqueio de vias não é aceitável.

 “O Brasil é uma democracia. Pode existir um movimento 'Volta Lula', um movimento 'Fora Temer', pode existir. Isso é da democracia. Um movimento 'Intervenção já'. A democracia protege até aqueles que se manifestam contra a democracia. O que não pode é nenhum desses movimentos trancar estradas e provocar o desabastecimento. Isso é crime”, disse Carlos Marun em entrevista coletiva após reunião do Grupo de Acompanhamento da Normalização do Abastecimento criado durante a greve dos caminhoneiros .

Marun lembrou que o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse na segunda-feira (28) que os caminhoneiros estão satisfeitos com o acordo feito com o governo, e que  há pessoas infiltradas no movimento dificultando o retorno da categoria ao trabalho. De acordo com Marun, em muitos casos "forças indevidas" estão fazendo os caminhoneiros reféns. “Quem está agindo fora da lei tem que sofrer os rigores da lei”.

Entre os pontos negociados entre governo e caminhoneiros que protestam contra o preço dos combustíveis, estão a redução do preço diesel em R$ 0,46 nas bombas pelo prazo de 60 dias e a isenção da cobrança de pedágio dos caminhões que trafegarem com eixo suspenso.

Nono dia de greve

Nesta terça-feira (29),  nono dia desde que a greve teve início em todo o País , alguns postos de gasolina começaram a ser reabastecidos. Porém, embora essa informação traga esperança de que o dia seja de tímida retomada da normalidade, protestos continuam em pelo menos 22 estados e no Distrito Federal.

Falta combustível em pelo menos nove dos 54 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutra Aeroportuária (Infraero) no país. Em balanço atualizado à 1h05 desta terça-feira (29), a empresa informou que monitora o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais.

Ainda na manhã dessa terça alguns caminhões foram vistos na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o maior centro de distribuição de alimentos do Brasil, localizada na zona oeste da capital paulista. Os reflexos da greve dos caminhoneiros , portanto, atingem diversos setores do País e as consequências a longo prazo ainda serão medidas.

* Com informações da Agência Brasil

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