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Com exceção da União Nacional dos Caminhoneiros, entidades do setor e governo federal anunciam acordo para suspensão de greve; nova reunião entre entidades e governo está marcada para daqui 15 dias

Caminhoneiros e governo chegam a acordo e greve é suspensa por 15 dias
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Caminhoneiros e governo chegam a acordo e greve é suspensa por 15 dias

Após quatro dias de greve que comprometeram o abastecimento de diversos setores da economia brasileira e depois de uma longa reunião em Brasília, o governo federal e os líderes de associações de caminhoneiros chegaram a um acordo para suspender temporariamente os protestos e bloqueios nas estradas.

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As associações de caminhoneiros concordaram em conceder uma trégua de 15 dias ao governo. Em troca, a Petrobras manterá estável por um mês o preço do diesel e os impostos que incidem sobre os combustíveis, como a Cide, serão zerados pelo governo.

De acordo com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o governo arcará com os custos da manutenção do preço do diesel, aliviando a Petrobras do prejuízo. Carlos Marun, articulador político de Temer, explicou que a regra se aplica apenas ao diesel, não à gasolina.

O Planalto concordou também em negociar com os órgãos responsáveis a respeito das multas de que foram submetidos os caminhoneiros nos dias em que durou a greve.

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O acordo

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Eduardo Guardia (Fazenda) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) anunciaram os termos do acordo que foi fechado acordo com entidades representantes dos caminhoneiros para suspensão dos protestos por 15 dias, quando as partes voltarão a se reunir. Os principais pontos foram:

-  Preço do diesel será reduzido em 10% e ficará fixo por 30 dias. O valor ficará fixo em R$ 2,10 nas refinarias pelo período

 - Os custos da primeira quinzena com a redução, estimados em $ 350 milhões, serão arcados pela Petrobras. As despesas dos 15 dias restantes ficarão com a União como compensação para a petrolífera.

- A cada 30 dias, o preço do combustível será ajustado conforme a política de preços da Petrobras e fixado por mais um mês.

- Não haverá reoneração da folha de pagamento do setor de cargas

- Tabela de frete será reeditada a cada três meses

- Ações judiciais contrárias ao movimento serão extintas

- Multas aplicadas aos caminhoneiros em decorrência da greve serão negociadas

- Entidades e governo terão reuniões períodicas

- Petrobras irá contratar caminhoneiros autônomos como terceirizados para prestação de serviços 

* Com informações da Agência Brasil

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