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Acordo previa que ele se entregasse na manhã desta quarta-feira (23); ex-senador e ex-governador de Minas Gerais ficará em quartel dos bombeiros

O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no mensalão mineiro
Agência Câmara
O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no mensalão mineiro

O ex-senador e ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) se entregou às 14h45 desta quarta-feira (23) em uma delegacia de Belo Horizonte. Ele é o primeiro político a ser detido no mensalão tucano. Ele estava considerado foragido, após não ter se entragado a polícia na manhã desta quarta-feira.

Eduardo Azeredo, que também é presidente nacional do PSDB, tentava um último recurso de sua condenação - que foi negado por decisão unânime do Tribunal de Justiça do estado - por desvio de verbas e lavagem de dinheiro no âmbito do chamado “mensalão tucano”.

O ex-governador chegou à 1ª Delegacia de Polícia Civil Sul, no bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, acompanhado de um dos filhos e de um dos advogados.

Azeredo foi condenado a 20 anos e um mês de prisão, ele ficará detido em um quartel do Corpo de Bombeiros, em Belo Horizonte. Após ser detido, ele será submetido a exames no Instituto Médico Legal (IML), e só então será encaminhado à prisão.

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Investigações

De acordo com o Ministério Público, Azeredo desviou cerca de R$ 3,5 milhões de três estatais mineiras: a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e o extinto Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), durante sua campanha fracassada para reeleição ao Senado em 1998. Na ocasião, perdeu para Itamar Franco (PMDB).

Os recursos das estatais foram transferidos para empresas do publicitário Marcos Valério, operador do esquema de corrupção e que, no futuro, estaria também implicado no chamado “escândalo do mensalão”.

A denúncia foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República em 2007, quando Eduardo Azeredo  era senador. Em 2010, ele foi eleito deputado federal e exerceu o mandato até renunciar, em 2014.

A calculada renúncia de  Azeredo levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a encaminhar a ação à Justiça mineira, já que ele não mais contava com a prerrogativa de foro privilegiado.

Condenado em 1ª instância, Azeredo recorreu, mas viu sua condenação ser confirmada na segunda instância. Após outra rodada de recursos, os desembargadores mantiveram a condenação e, seguindo o entendimento corrente no Supremo Tribunal Federal, que permite a prisão após o encerramento dos recursos na 2ª instância, emitiram ordem de prisão contra o tucano.

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