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Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou último recurso a que tinha direito Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB e ex-governador de Minas Gerais

Mandado de prisão contra Eduardo Azeredo já chegou até a Polícia Civil
Agência Senado
Mandado de prisão contra Eduardo Azeredo já chegou até a Polícia Civil

Após a decisão unânime do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que negou a Eduardo Azeredo um último recurso de sua condenação por desvio de verbas e lavagem de dinheiro no âmbito do chamado “ mensalão tucano ”, unidades da Polícia Civil foram enviadas para cumprir o mandado de prisão contra o ex-governador de Minas e ex-presidente nacional do PSDB . Os agentes negociam com o tucano, que deve se entregar voluntariamente na manhã desta quarta-feira.

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Azeredo foi condenado a 20 anos e um mês de prisão. Ainda não foi divulgado em qual presídio ele ficará detido, nem para onde foram enviadas as viaturas – repórteres, contudo, aguardam os policiais em frente a um condomínio no bairro Serra, região de alto padrão em Belo Horizonte onde reside o ex-governador.

Após ser detido, Azerero será submetido a exames no Instituto Médico Legal (IML), e só então será encaminhado à prisão.

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Investigações contra Eduardo Azeredo 

De acordo com o Ministério Público, Azeredo desviou cerca de R$ 3,5 milhões de três estatais mineiras: a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e o extinto Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), durante sua campanha fracassada para reeleição ao Senado em 1998. Na ocasião, perdeu para Itamar Franco (PMDB).

Os recursos das estatais foram transferidos para empresas do publicitário Marcos Valério, operador do esquema de corrupção e que, no futuro, estaria também implicado no chamado “escândalo do mensalão”.

A denúncia foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República em 2007, quando Eduardo Azeredo  era senador. Em 2010, ele foi eleito deputado federal e exerceu o mandato até renunciar, em 2014.

A calculada renúncia de  Azeredo  levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a encaminhar a ação à Justiça mineira, já que ele não mais contava com a prerrogativa de foro privilegiado.

Condenado em 1ª instância, Azeredo recorreu, mas viu sua condenação ser confirmada na segunda instância. Após outra rodada de recursos, os desembargadores mantiveram a condenação e, seguindo o entendimento corrente no Supremo Tribunal Federal, que permite a prisão após o encerramento dos recursos na 2ª instância, emitiram ordem de prisão contra o tucano.

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