Tamanho do texto

Identidade da pessoa interessada em comprar o apartamento que levou petista à prisão não foi revelada; sabe-se apenas que o cadastro é de Brasília

Tríplex do Guarujá atribuído a Lula é arrematado em leilão; lance foi feito minutos antes do fim do pregão
Reprodução
Tríplex do Guarujá atribuído a Lula é arrematado em leilão; lance foi feito minutos antes do fim do pregão

tríplex atribuído a Luiz Inácio Lula da Silva  (PT), no condomínio Solaris, no Guarujá (SP) – que levou à condenação do ex-presidente – já tem um novo dono. De identidade desconhecida, o novo dono do apartamento deu seu lance para arrematar o imóvel em leilão às 13h55 desta terça-feira, cinco minutos antes do fim do pregão.

A pessoa que levou o tríplex foi a única a dar um lance online a fim de conquistar o apartamento. Antes, às 21h dessa segunda-feira (14), um outro lance havia sido dado, mas por engano, sendo que foi cancelado horas depois. 

De acordo com a Marangoni Leilões, responsável pela venda do apartamento, o interessado, que é de Brasília, arrematou o imóvel por R$ 2,2 milhões.

Esse, inclusive, é o valor no qual a Justiça estimou o imóvel de 215 metros quadrados, quatro dormitórios e duas suítes – além de piscina, churrasqueira e um elevador privativo que integra os três andares.

No fim de janeiro, o juiz federal Sérgio Moro  determinou a venda, em leilão público, do imóvel. A decisão foi tomada após o ele ter sido penhorado a pedido da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais da Justiça Distrital de Brasília, em processo da empresa Macife contra a OAS. Segundo a defesa do petista, a decisão dessa penhora, pela própria Justiça, comprovaria ser a OAS a verdadeira dona do imóvel – e não o ex-presidente. 

Prisão do ex-presidente

Lula foi condenado a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro, sendo preso no dia 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi condenado após acusação de ter sido beneficiado com o repasse de R$ 3,7 milhões para a compra e reforma do tríplex no Guarujá (SP). Deste valor, uma parte teria sido utilizada para o armazenamento, entre 2011 e 2016, de presentes que Lula recebeu durante os mandatos como presidente.

De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS , como a instalação de um elevador privativo, eram parte de pagamento de propina da empreiteira a Lula por supostamente tê-la favorecido em contratos com a Petrobras.

Outras ações contra Lula

Além do processo sobre o tríplex, o ex-presidente responde ainda a outras seis ações penais, sendo quatro na Justiça Federal em Brasília e outras duas com o próprio juiz Sérgio Moro em Curitiba. No Paraná, o petista é réu em ações sobre propina da Odebrecht mediante à compra de um terreno para o instituto do ex-presidente e de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP), e sobre o sítio em Atibaia (SP). 

Já na capital federal, o ex-presidente responde por suposto crime de tráfico de influência no BNDES para favorecer a Odebrecht, por suposta tentativa de obstrução à Justiça no episódio que levou o ex-senador Delcídio do Amaral à prisão, por tráfico de influência na compra de caças suecos da Saab e por supostamente ter favorecido montadoras com a edição de medida provisória em 2009. Lula nega todas as acusações, incluindo sobre o  tríplex

Leia também: 'Quero que Moro me diga qual crime cometi', diz Lula, após um mês de prisão

    Leia tudo sobre: lula
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.