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Agentes públicos e construtoras que atuam em obras públicas no DF podem ter sido responsáveis por um superfaturamento de até R$ 208 milhões

PF deflagrou, nas primeiras horas desta sexta, a segunda fase da Operação Panatenaico, que apura corrupção no BRT
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PF deflagrou, nas primeiras horas desta sexta, a segunda fase da Operação Panatenaico, que apura corrupção no BRT

A Polícia Federal deflagrou, logo nas primeiras horas desta sexta-feira (11), a segunda fase da Operação Panatenaico. A ação investiga um esquema de fraude na licitação das obras do BRT Sul , no Distrito Federal. A suspeita é de que os contratos tenham sido superfaturados em R$ 208 milhões.

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Nesta fase da Operação Panatenaico não estão previstas prisões. Na primeira fase, deflagrada em maio do ano passado, foram denunciadas 12 pessoas, após investigações a respeito do desvio de dinheiro público na construção do Estádio Nacional Mané Garrincha. 

Os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), inclusive, são réus em decorrência dessas apurações da primeira fase.

Já os mandados que são cumpridos hoje são, no total, 15. Todos de busca e apreensão e distribuídos por Brasília (13) e pelo estado de São Paulo (2) – um Ribeirão Preto e um na capital paulista. Agentes públicos e empresas estão na mira da operação.

Segundo a PF, fora constatado "o direcionamento e a fraude no processo licitatório" das obras do BRT Sul – que liga regiões de Santa Maria, Gama e Park Way ao centro de Brasília.

A corporação citou ainda auditorias do Tribunal de Contas do DF e da Controladoria-Geral do DF que apontaram um superfaturamento de R$ 208 milhões – o que representaria 25% do custo total da obra.

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Estão sendo investigados crimes de corrupção passiva e ativa, associação criminosa, fraudes licitatórias e lavagem de dinheiro.

Informações das delações

Segundo os delatores ouvidos pela PF, a proposta de cobertura na licitação da obra foi bastante marcada por irregularidades. Delatores da Odebrecht mencionam o envolvimento de "outras empresas" e citam um encontro entre diretores dessas empresas, o então governador Arruda e o então secretário de Obras do DF, Márcio Machado.

Na época em que a delação foi feita e homologada, Machado disse que não poderia se pronunciar sobre a citação.

O nome da Operação Panatenaico é uma referência ao estádio da Grécia antiga, de mesmo nome, que sediou as competições anteriores à Olimpíada. Esse nome foi dado à operação por conta da insvestigação sobre o estádio Mané Garrincha.

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