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Ex-vereador do PT e filho foram denunciados por tentativa de homicídio; agressões ocorreram no dia em que Moro ordenou a prisão do ex-presidente

Empresário permaneceu internado durante 20 dias após ser agredido em frente à sede do Instituto Lula, em São Paulo
Reprodução
Empresário permaneceu internado durante 20 dias após ser agredido em frente à sede do Instituto Lula, em São Paulo

A Justiça de São Paulo decretou a prisão do ex-vereador de Diadema, Manoel Eduardo Marinho, mais conhecido como Maninho do PT, e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, após aceitar a denúncia de agressão contra o manifestante e empresário Carlos Alberto Bettoni, ocorrida no dia 5 de abril em frente ao Instituto Lula, na região do Ipiranga.

A denúncia sobre a agressão no Instituto Lula foi feita pelo promotor Luiz Eduardo Levit Zilberman, nesta quinta-feira (11).  Os investigados responderam por tentativa de homicídio por motivo torpe e cruel. O processo corre sob segredo de Justiça.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) narrou na denúncia que o ex-vereador e seu filho agrediram o empresário com o "emprego de chutes, empurrões e pontapés" em frente à sede do instituto e "assumiram e aceitaram" a possibilidade de causar a morte de Carlos Bettoni ao empurrá-lo quando o mesmo já estava na rua.

 “A prisão cautelar decretada, além de muito bem fundamentada, atende aos anseios da sociedade ordeira e traz segurança para que as testemunhas e vítima possam ter tranquilidade e para depor em juízo e aguardar o julgamento pelo tribunal popular”, informou em nota o advogado Daniel Bialski, que representa Bettoni.

A agressão

As agressões ocorreram na noite em que o juiz Sérgio Moro ordenou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para iniciar o cumprimento da condenação a 12 anos e 1 mês de cadeia imposta ao petista no caso tríplex da Operação Lava Jato. Carlos Bettoni foi atacado após xingar o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que concedia entrevista em frente ao prédio situado no bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo.

O próprio Lindbergh foi tirar satisfações com o empresário e logo ganhou o apoio de outros petistas que estavam por perto – entre eles Maninho do PT e seu filho. Carlos Bettoni foi desequilibrado quando estava no meio da rua e acabou batendo a cabeça no para-choque de um caminhão que passava pelo local.

O promotor responsável pela denúncia oferecida à Justiça, Luiz Eduardo Levit Zilberman, recomendou o arquivamento do inquérito contra o secretário nacional do Setorial Sindical do PT, Paulo Cayres, que também foi indicado por causa da agressão. O promotor considerou que não houve participação direta de Cayres no ataque que levou o empresário a bater no caminhão.

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Carlos Bettoni permaneceu sangrando no asfalto durante alguns instantes, e logo em seguida foi levado por seguranças ao Hospital São Camilo, que fica exatamente em frente ao prédio do Instituto Lula. Os exames constataram traumatismo craniano e o homem foi operado e passou três semanas internado na unidade de terapia intensiva (UTI), de onde foi liberado para voltar para casa apenas no fim do mês passado.

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