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Ex-vereador em Diadema, Maninho do PT foi autor de agressão que levou homem a bater em caminhão e sofrer traumatismo craniano em protesto

Empresário permaneceu internado durante 20 dias após ser agredido em frente à sede do Instituto Lula, em São Paulo
Reprodução
Empresário permaneceu internado durante 20 dias após ser agredido em frente à sede do Instituto Lula, em São Paulo

O ex-vereador de Diadema (SP) Manoel Eduardo Marinho, o Maninho do PT, foi denunciado por tentativa de homicídio em razão da agressão ao empresário Carlos Alberto Bettoni em frente ao Instituto Lula , em São Paulo, praticada no dia 5 de abril. Também foi denunciado pelo crime o filho do ex-parlamentar, Leandro Eduardo Marinho, que participou das agressões.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) narrou na denúncia, oferecida ao 1º Tribunal do Júri do estado, que o ex-vereador e seu filho agrediram o empresário com o "emprego de chutes, empurrões e pontapés" em frente à sede do Instituto Lula e "assumiram e aceitaram" a possibilidade de causar a morte de Carlos Bettoni ao empurrá-lo quando o mesmo já estava na rua.

A agressão

As agressões ocorreram na noite em que o juiz Sérgio Moro ordenou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  para iniciar o cumprimento da condenação a 12 anos e 1 mês de cadeia imposta ao petista no caso tríplex da Operação Lava Jato. Carlos Bettoni foi atacado após xingar o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que concedia entrevista em frente ao prédio situado no bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo.

O próprio Lindbergh foi tirar satisfações com o empresário e logo ganhou o apoio de outros petistas que estavam por perto – entre eles Maninho do PT e seu filho. Carlos Bettoni foi desequilibrado quando estava no meio da rua e acabou batendo a cabeça no para-choque de um caminhão que passava pelo local.

O promotor responsável pela denúncia oferecida à Justiça, Luiz Eduardo Levit Zilberman, recomendou o arquivamento do inquérito contra o secretário nacional do Setorial Sindical do PT, Paulo Cayres, que também foi indicado por causa da agressão. O promotor considerou que não houve participação direta de Cayres no ataque que levou o empresário a bater no caminhão.

Carlos Bettoni permaneceu sangrando no asfalto durante alguns instantes, e logo em seguida foi levado por seguranças ao Hospital São Camilo, que fica exatamente em frente ao prédio do Instituto Lula . Os exames constataram traumatismo craniano e o homem foi operado e passou três semanas internado na unidade de terapia intensiva (UTI), de onde foi liberado para voltar para casa apenas no fim do mês passado.

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