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Promotor aponta falsidade ideológica e diz que houve irregularidades na campanha de 2012; petista diz que denúncia é "um autêntico absurdo"

Investigação contra Fernando Haddad começou em 2016, a partir das delações do empresário Ricardo Pessoa, da UTC
Antonio Cruz/Agência Brasil - 27.10.16
Investigação contra Fernando Haddad começou em 2016, a partir das delações do empresário Ricardo Pessoa, da UTC

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) foi denunciado nesta quinta-feira (10) por falsidade ideológica para fins eleitorais, no âmbito da Operação Cifra Oculta. De acordo com o promotor de justiça eleitoral Luiz Henrique Dal Poz "houve omissão e inserção de elementos inidôneos na prestação de contas para a campanha municipal em 2012". As informações são da TV Globo.

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A assessoria de Fernando Haddad informou que o ex-prefeito considerou a denúncia “um autêntico absurdo”. "Segundo ele [promotor], na fase do inquérito, ficou demonstrado que não houve nenhuma irregularidade e que os pagamentos à gráfica não correspondiam à então campanha do ex-prefeito. Haddad vai se defender perante a Justiça Eleitoral."

A investigação começou em 2016, a partir das delações do empresário Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia. Segundo a denúncia, o pedido inicial de contribuição pela empreiteira teria sido de R$ 3 milhões e, depois, renegociado para R$ 2,6 milhões. De acordo com Dal Poz, a campanha de Haddad teria usado notas fiscais inidôneas para prestar contas. A pena é até cinco anos de reclusão.

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Demais denunciados

Outras quatro pessoas também foram denunciadas. Francisco Macena, responsável técnico pela prestação de contas; o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; o ex-deputado federal Francisco Carlos de Souza; e Ronaldo Candido (responsável pela célula gráfica).

O advogado de Vaccari, Luiz Flavio Borges D'Urso, disse que seu cliente "jamais foi tesoureiro de campanha e nunca solicitou qualquer recurso para campanha de quem quer que seja".

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Quando a Polícia Federal indiciou as mesmas pessoas por caixa 2, em janeiro deste ano, Chico Macena afirmou que as testemunhas ouvidas afirmaram que os valores recebidos não tinham nenhuma relação com a campanha eleitoral de Fernando Haddad . Já a defesa do ex-deputado Francisco Carlos de Souza disse que não houve lavagem de dinheiro e que a gráfica dele prestou os serviços contratados.

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