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Paulo Preto, apontado por investigadores como operador financeiro do PSDB, foi preso preventivamente no início de abril; pedido de liberdade foi negado por unanimidade pelos ministros do STJ

Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa-SP
Antonio Augusto/Agência Câmara
Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa-SP

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, um pedido de liberdade de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), empresa controlada pelo governo de São Paulo.

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Conhecido como Paulo Preto , o ex-diretor atuou em gestões do PSDB no governo paulista. De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) ,  ele foi o responsável por comandar um desvio de R$ 7,7 milhões, destinados ao reassentamento de desalojados por obras do trecho Sul do Rodoanel, na Grande São Paulo, durante o governo tucano, entre os anos de 2009 e 2011. Ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) no início do mês de abril.

Os desembargadores do STJ seguiram decisão do relator do caso, ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que em meados do mês passado negou um pedido de liminar da defesa de Preto.

O relator afirmou que o mandado de prisão está bem fundamentado e não há como substituir a prisão preventiva por medidas cautelares diversas da reclusão. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), durante as investigações uma colaboradora informou ter sido ameaçada pelo ex-diretor da Dersa.

Em nota divulgada após a prisão, a defesa disse que a medida é arbitrária, sem fundamentos legais, além de desnecessária diante do perfil e da rotina do investigado, sempre à disposição da Justiça.

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Contas na Suiça

De acordo com as autoridades suíças, Paulo Preto abriu quatro contas no banco Bordier & Cie, em Genebra, logo após ser nomeado para a empresa estatal, em 2007, durante o governo de José Serra ( PSDB ).

As contas, registradas em nome de empresas offshores com sede no Panamá cujo um dos beneficiários era o ex-diretor da Dersa, receberam "numerosas entradas de fundos" no período até 2009, conforme apontam os investigadores europeus. As informações são do jornal Folha de S.Paulo .

Informações repassadas anteriormente pelo Ministério Público da Suíça davam conta de que o  saldo das contas de Paulo Preto somava 35 milhões de francos suíços em junho de 2016, o correspondente a cerca de R$ 123 milhões na cotação atual. Os valores foram transferidos no início do ano passado para um banco no paraíso fiscal de Bahamas.

* Com informações da Agência Brasil

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