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Temer e sua filha são investigados pela Polícia Federal sobre custeio de obras em apartamento; R$ 1 milhão teria sido pago pela mulher do coronel João Baptista Lima, amigo e sócio do emedebista

Michel Temer
Marcos Corrêa/PR - 14.02.18
Michel Temer

Michel Temer não está preocupado com as investigações contra ele e com o depoimento que sua filha, Maristela Temer, presta nesta quinta-feira (3) à Polícia Federal (PF). Foi esta a impressão que o emedebista procurou passar aos jornalistas que o questionaram sobre o interrogatório a que sua filha será submetida.

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“Registre o meu sorriso”, respondeu, ironicamente, Temer. A declaração foi dada em Ribeirão Preto, cidade próxima à capital paulsita, durante uma feira de negócios agrícolas. Após responder a pergunta sobre o depoimento da filha, o presidente deixou o local.

Há indícios, apontam as investigações da PF, de que ele e sua família teriam lavado dinheiro de supostas propinas em uma reforma na casa de Maristela.

Orçada em cerca de R$ 1 milhão, a reforma na mansão em Alto de Pinheiros, região nobre de São Paulo, teria sido paga em dinheiro vivo por Maria Rita Fratezi, mulher do coronel João Baptista Lima, amigo e sócio de Temer. A suspeita é de que o coronel recebia subornos de empresas que mantêm contratos com o governo e repassava os valores ao presidente.

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Depoimento à PF

Maristela é suspeita de lavar R$ 1 milhão com a reforma de um imóvel localizado em uma área nobre, na zona oeste da capital paulista. Essa é a primeira vez que alguma filha de Temer presta depoimento à polícia. 

Além disso, essa é também da primeira vez que um filho de qualquer presidente em exercício precisa depor à PF. Nenhum outro presidente chegou a ter problemas judiciais em sua família como os que apontam as denúncias contra a família Temer. 

A filha do presidente deve conversar com a PF no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Na ocasião, ela será questionada sobre o suposto recebimento de R$ 1 milhão para reformar sua casa, situada no bairro de Alto de Pinheiros.

De acordo com as investigações da Operação Skala , o dinheiro usado no pagamento fazia parte das retribuições cedidas a Temer por conta da renovação das concessões no Porto de Santos. Para o advogado de Maristela , a cliente está disposta a prestar "todos os esclarecimentos".

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