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Acordo da Polícia Federal com a família e a defesa do ex-presidente autorizou que duas pessoas, além da família, visite Lula uma vez por semana

Antes da negociação, os amigos de Lula enfrentaram uma série de negação de pedidos de visita pela Justiça Federal
Reprodução/ Twitter
Antes da negociação, os amigos de Lula enfrentaram uma série de negação de pedidos de visita pela Justiça Federal

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e o ex-governador Jaques Wagner foram os primeiros a visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (3), após um acordo entre a família do petista, a defesa e a Polícia Federal para que duas pessoas, além dos familiares, possam visitá-lo separadamente, durante uma hora total, nas tardes de quinta-feira.

A lista com os futuros visitantes deverá ser encaminhada pela defesa às autoridades policiais. Antes da negociação, os amigos de Lula enfrentaram uma série de negação de pedidos de visita pela Justiça Federal . No dia 25 de abril, a juíza Carolina Lebbos decidiu que novos requerimentos deveriam ser encaminhados à polícia.

Após a visita desta tarde, Gleisi afirmou em entrevista coletiva que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) não foi assunto da conversa. "Não é pauta do PT nem da conversa", disse. A senadora interveio quando jornalistas questionaram Wagner sobre sua declaração de terça-feira (1º), quando admitiu que o PT poderia ocupar a vice em uma chapa com o pedetista.

Nesta quinta, o ex-governador recuou, dizendo que os apoiadores do ex-presidente vão com ele até o final. "Pelo menos eu não penso em outra coisa a não ser na caminhada para provar a inocência dele", afirmou. Wagner disse que, se o ex-presidente for impedido de concorrer, as possibilidades de candidatura serão discutidas depois.


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Ex-presidente está desconjurado

A senadora afirmou que o ex-presidente quis conversar sobre a situação econômica do país e que pediu que ela anotasse alguns dados para levar ao povo. Ela disse que o petista está estudando, lendo e fazendo análises do que realizou como presidente. "Estou desconjurado com a situação da economia brasileira", teria afirmado o petista.

Gleisi citou dados sobre o PIB, investimentos, juros, Bolsa Família, lucro dos bancos, consumo, pessoas abaixo da linha da pobreza, desemprego e dívida pública. "Não diziam que era o PT que estava avacalhando com a dívida pública? Não eram eles que iriam consertar o Brasil? Não disseram que saindo a Dilma tudo iria melhorar?", teria questionado o ex-presidente.

Segundo a senadora, o ex-presidente disse que o que o motiva a ser candidato é reverter a situação de destruição do Brasil. "Não discutimos sobre seu processo, ele diz que fica pensando no Brasil o tempo inteiro", afirmou.

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O petista também pediu para que Gleisi manifestasse solidariedade às famílias que moravam no edifício que desabou no centro de São Paulo, na madrugada de terça (1º). Lula também teria solicitado uma avaliação das políticas habitacionais do PT e uma reunião de especialistas para discutir o tema.

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