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Ação em protesto contra a prisão do ex-presidente causou polêmica nas redes sociais e inspirou fake news; veja o que diz o Banco Central sobre o ato

Vídeo mostra apoiadores do ex-presidente Lula carimbando cédulas de dinheiro com o rosto do petista
Reprodução
Vídeo mostra apoiadores do ex-presidente Lula carimbando cédulas de dinheiro com o rosto do petista

Um grupo de apoiadores do  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu carimbar cédulas de dinheiro com o rosto do petista, numa forma de protestar contra sua prisão. O ato foi flagrado em vídeo que passou a circular nas redes sociais nesse feriado de Primeiro de Maio.

A gravação mostra alguns manifestantes entregando suas notas a um homem que aplica os carimbos com a inscrição " Lula livre" e a ilustração da famosa foto do ex-sindicalista quando ele foi fichado no DOPS, um dos principais braços da ditadura militar, em 1980. "É de graça. É só carimbar", anuncia o responsável pela ação. Uma das militantes chega a dizer que iria reproduzir a iniciativa mandando confeccionar mais carimbos.

Não há informação precisa a respeito do local onde o vídeo foi gravado e nem sobre quem são os autores desse protesto. A reportagem do iG tentou contato com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com a Frente Brasil Popular para comentarem o assunto, mas não obteve retorno. As duas entidades são responsáveis pelo acampamento armado em apoio ao ex-presidente em Curitiba , de onde supostamente teria sido feito o vídeo divulgado pelas redes sociais.

Diversas páginas contrárias ao ex-presidente divulgaram a ação dos petistas e sugeriram o boicote às cédulas modificadas. O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) foi um dos propagadores do vídeo. Veja abaixo:

Banco Central proibiu bancos de receberem cédulas com carimbos?

Uma fake news anunciando que o Banco Central teria proibido a rede bancária de receber as notas também ganhou força entre o grupo anti-Lula.

"Se receber [ sic ] tais notas, os bancos, deverão chamar a polícia. O portador estará sujeito ao enquadramento no artigo 163 do Código Penal", diz o texto, fazendo referência à passagem do CP que prevê pena de seis meses a três anos para aquele que destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia.

Procurado pela reportagem, o Banco Central afirmou que as "cédulas com rabiscos, símbolos ou quaisquer marcas estranhas continuam com valor e podem ser trocadas ou depositadas na rede bancária".

"As notas descaracterizadas apresentadas na rede bancária serão recolhidas ao Banco Central, para destruição. O Banco Central incentiva a que as cédulas sejam preservadas, afinal a fabricação de cédulas e moedas gera custos para o País e sua reposição elevará ainda mais esse custo", diz o Bacen em nota.

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