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Passaporte e roupas do ex-presidente Lula estavam em carro de assessor, roubado em Curitiba; Gleisi Hoffmann pede investigação criteriosa

Lula tem recebido uma série de demonstrações de apoio por parte de simpatizantes, políticos e artistas
Ricardo Stuckert/Fotos Públicas
Lula tem recebido uma série de demonstrações de apoio por parte de simpatizantes, políticos e artistas

Objetos pessoais do ex-presidente Lula , preso desde sábado (7) na capital do Paraná, foram roubados em Curitiba . Eles estavam no carro de um dos assessores do ex-presidente. De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu durante a madrugada.

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Entre os itens subtraídos, está o passaporte de Lula, um talão de cheques, uma pasta com documentos, roupas de cama e cartas endereçadas ao ex-presidente. Para a presidente nacional do PT , a senadora  Gleisi Hoffmann , é preciso uma investigação criteriosa sobre o ocorrido.

“Pode ter sido um furto casual, um arrombamento, mas pode ter sido outra coisa. Pessoas que sabem onde a assessoria do presidente anda. Estamos falando da segurança do presidente”, disse.

O carro do assessor do ex-presidente foi arrombado na alameda Júlia da Costa. A Polícia Civil buscou imagens de câmeras próximas ao local, mas a região não é monitorada pela prefeitura.

“A investigação acontece, mas estamos muito preocupados. O presidente já tem sido objeto de uma série de ilegalidades”, reclamou a senadora Hoffmann.

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Recado à militância

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado, nesta segunda-feira (16), para a militância que está acampada em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde o último dia 7, quando o petista foi preso por ordem de Sérgio Moro.

Em carta, Lula afirma que ouviu o que os manifestantes cantaram e que está agradecido pela presença e resistência de todos, no que o petista chamou de “ato de solidariedade”. Ele afirmou que continua desafiando a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o juiz Sérgio Moro e a segunda instância a provarem o crime que supostamente cometeu.

“Continuo acreditando na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado”, escreveu o ex-presidente Lula .

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