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Segundo médico, deputado afastado sofre de "broncopneumonia aspirativa"; parlamentar teve a prisão domiciliar decretada no último dia 28 pelo STF

Paulo Maluf é acusado de ter desviado dinheiro de obras enquanto foi prefeito da capital paulista
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados - 15.9.15
Paulo Maluf é acusado de ter desviado dinheiro de obras enquanto foi prefeito da capital paulista

O deputado federal afastado Paulo Maluf (PP) foi internado nesta sexta-feira (6) no Hospital Sírio-Libanês. A informação foi passada pelos advogados do parlamentar à Vara de Execuções Penais de São Paulo.

Segundo o médico Sérgio Carlos Nahas, Paulo Maluf sofre de "broncopneumonia aspirativa, atrofia de membros inferiores com distúrbio de marcha devido à compressão de raízes nervosas na região lombar da coluna vertebral e encontra-se debilitado com perda de força muscular”.

Prisão domiciliar

No último dia 28, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli concedeu uma liminar para que Maluf cumpra prisão em regime domiciliar. Decisão deve ser analisada pelo plenário da Corte no próximo dia 11.

Na decisão, o ministro entendeu que exames protocolados pelos advogados do deputado mostram que Maluf passa por graves problemas de saúde e não pode continuar na prisão.

No último dia 30, o deputado deixou o Hospital Ortopédico e Medicina Especializada (Home), em Brasília, e seguiu para São Paulo, para cumprir  prisão domiciliar.  Maluf foi internado no último dia 28 devido a dores lombares e infecção no pulmão .

Cassação do mandato

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados se reuniu na terça-feira (27) para discutir os processos que pedem a cassação dos mandatos de Maluf, de Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) e de mais dois parlamentares por quebra de decoro parlamentar.

Maluf está afastado de seu mandato e é alvo de ação protocolada no conselho pela Rede Sustentabilidade.  A defesa informou que o processo ainda será analisado pelo plenário do STF e, portanto, não se pode falar em cassação.

Condenação

Maluf foi condenado por recebimento de propina em contratos públicos com as empreiteiras Mendes Júnior e OAS nos tempos em que ainda era prefeito de São Paulo , entre 1993 e 1996. Os recursos, apontam as investigações, foram desviados da construção da Avenida Água Espraiada, hoje chamada Avenida Roberto Marinho. A obra custou, ao todo, cerca de R$ 800 milhões.

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As investigações se extenderam há mais de dez anos, desde a instauração do primeiro inquérito contra o ex-prefeito, ainda na primeira instância da Justiça. Os procuradores do Ministério Público estimaram em US$ 170 milhões a movimentação total de recursos ilícitos por parte do então prefeito. Após a eleição de Paulo Maluf como deputado federal, as investigações foram para o Supremo Tribunal Federal.

* Com informações da Agência Brasil