Tamanho do texto

Habeas corpus votado hoje no STF tem como objetivo impedir eventual prisão do petista após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça

Ex-presidente Lula está no Sindicato dos Metalúrgicos, na região Metropolitana de SP, acompanhando o julgamento no STF
Ricardo Stuckert/Divulgação/Twitter/Lula
Ex-presidente Lula está no Sindicato dos Metalúrgicos, na região Metropolitana de SP, acompanhando o julgamento no STF


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou, por volta das 11h desta quarta-feira (4), ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no município de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. É de lá que ele está assistindo ao julgamento do seu pedido de habeas corpus, que é avaliado hoje pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Leia também: 'Pixuleco' é vetado por esquema de segurança para julgamento do recurso de Lula

Antes mesmo do petista chegar ao local, desde as 9h de hoje, diversos militantes já estavam no sindicato, organizando um ato de apoio ao ex-presidente. O clima entre os apoiadores de Lula é de tranquilidade, sendo que, pela manhã, houve até uma apresentação de bandas nordestinas e de dança no sindicato.

No início da tarde, o ex-presidente chegou a almoçar com a diretoria do sindicato, antes de se direcionar à sua militância. 

Julgamento do habeas corpus de Lula

O habeas corpus em questão tem como objetivo impedir uma eventual prisão do ex-presidente após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal. O petista obteve, há duas semanas, o salvo-conduto para não ser preso até hoje, já que o julgamento do caso foi interrompido no dia 22 de março pelo STF.

Leia também: "Justiça que tarda é Justiça falha", prega Dodge a um dia do julgamento de Lula

Ele foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a mais de nove anos de prisão e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês na ação penal do triplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato .

O destino de Lula está hoje nas mãos do STF, afinal, os 11 ministros que compõem o plenário do Supremo devem entrar no mérito do pedido do ex-presidente, o que não foi abordado na última sessão. Dessa forma, a questão de fundo a ser discutida será a possibilidade de execução provisória de pena por condenado em segunda instância, mesmo que ainda existam recursos contra a condenação pendentes de análise em tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou o próprio STF.  Acompanhe o julgamento, ao vivo, no iG.

* Com informações da Agência Brasil.

    Leia tudo sobre: lula