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Deflagrada na manhã de hoje, tal operação apura um esquema de corrupção dentro da administração da cidade, que é localizada na Grande João Pessoa

Leto Viana (PRP) é prefeito de Cabedelo, município da Paraíba; ele foi preso na Operação Xeque-Mate
Reprodução/Facebook
Leto Viana (PRP) é prefeito de Cabedelo, município da Paraíba; ele foi preso na Operação Xeque-Mate

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), a Operação Xeque-Mate, que busca desarticular um esquema de corrupção que acontecia dentro da administração pública do município de Cabedelo , localizado na região da Grande João Pessoa, na Paraíba. 

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O prefeito de Cabedelo, Leto Viana, o vice Flávio de Oliveira e o presidente da Câmara Municipal, Professor Lúcio José – todos do PRP –, foram presos nesta manhã. Além deles, outros quatro vereadores também foram levado à cadeia pela Operação Xeque-Mate

A operação ocorre em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba. 

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de prisão preventivas, 15 sequestros de imóveis e 36 mandados de busca e apreensão. Todos foram expedidos pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

Além da prisões, a Justiça decretou o afastamento cautelar do cargo de 85 servidores públicos, incluindo o prefeito e o vice-prefeito de Cabedelo, e o presidente da Câmara Municipal.

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De acordo com o Bom Dia Brasil , da Rede Globo , a esposa do prefeito Leto Viana, Jaqueline Monteiro, também é alvo de um mandado de prisão. Ela seria responsável pelos contratos fraudulentos. 

Ao menos R$ 18 milhões desviados

Segundo as investigações, esse grupo de acusados teria desviado pelo menos R$ 18 milhões dos cofres públicos da Paraíba .  

Durante as investigações, ficou comprovado a participação das principais autoridades públicas do município que se beneficiavam do esquema de diversas formas, tendo registrado aumento patrimonial espantoso, muito acima do condizente com sua renda.

De acordo com a Polícia Federal, somente na aquisição de imóveis nos últimos cinco anos, verificou-se que um agente político envolvido movimentou mais de R$ 10 milhões à margem do sistema financeiro oficial.

Em um dos esquemas, foram detectados funcionários fantasmas da prefeitura e da câmara municipal que recebiam salários de até R$20.000 e entregavam a maior parte para as autoridades locais, ficando de fato com valores residuais.

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Os envolvidos no esquema investigado pela Operação Xeque-Mate vão responder à Justiça por formação de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude licitatória. Leto Viana, em específico, vai responder ainda por crime de responsabilidade na esfera da administração pública.