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Reprodução/Twitter Partido dos Trabalhadores (PT)
"Partido dos Trabalhadores e suas lideranças não vão se amedrontar", diz nota do PT sobre ataque à caravana de Lula

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara divulgou nota no fim da tarde desta quarta-feira (28) cobrando a federalização das investigações sobre o ataque a tiros contra ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , ocorrido nessa terça-feira (27) no Paraná.

No texto, os parlamentares do PT cobram do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o envio de agentes da Polícia Federal para atuarem nas investigações, sob o argumento de que, por se tratar de um "crime político", a apuração do caso deve ser tratada por autoridades federais.

"A omissão das autoridades na apuração ou o estímulo à violência por parte de agentes de Estado que deviam zelar pela convivência democrática, como alguns parlamentares da base do governo Michel Temer, só servem como combustível para atiradores e defensores da barbárie que em vez de debaterem as divergência democraticamente preferem tentar resolvê-las à base de revólveres, tacapes e chicotes", reclamam os parlamentares.

Os petistas também anunciaram que irão atuar junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para "denunciar a tentativa de assassinato de Lula e de membros da caravana" do ex-presidente pelo Sul do País.

O texto é assinado pelo líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Paulo Teixeira (RS), que condena a ação de "milícias paramilitares voltadas a interditar o debate político por meio da violência e da eliminação dos adversários".

"Quando o diálogo e o debate são substituídos pelo som dos tiros e isso é tratado com normalidade, estamos enterrando a democracia e aceitando a barbárie. O Partido dos Trabalhadores e suas lideranças não vão se amedrontar", diz a nota. "As forças democráticas não podem hesitar, temos de defender a democracia, o Brasil e seu povo. Chamamos as lideranças políticas à razão. Os democratas não podem se resignar, a hora é de indignação, de restabelecer o Estado democrático de direito e de condenar a barbárie. E isso que o país espera de nós", conclui o texto.

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Investigações sobre os tiros

Na noite dessa terça-feira, dois dos três ônibus que levavam Lula, assessores, jornalistas e outros convidados pelo município de Quedas do Iguaçu foram atingidos por tiros. Um dos veículos também tinha marca de uma pedrada no vidro, e um dos pneus foi danificado por objetos perfurantes. Ninguém ficou ferido.

As apurações sobre o episódio foram iniciadas pelo delegado Fabiano Oliveira de Arruda, que disse que trataria o caso como tentativa de homicídio . Arruda, no entanto, foi substituído posteriormente pelo delegado Hélder Lauria, chefe da Subdivisão de Polícia de Laranjeiras do Sul, e pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) do Paraná.

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