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Primeira declaração do pré-candidato tucano à Presidência da República sobre o assunto foi feita ontem; hoje, Alckmin mudou discurso

Geraldo Alckmin publicou no seu Twitter, nesta quarta-feira (28), que é contra toda a forma de violência
Divulgação/Governo de São Paulo - 24.10.2016
Geraldo Alckmin publicou no seu Twitter, nesta quarta-feira (28), que é contra toda a forma de violência

Um dia depois de dizer que os petistas estão "colhendo o que plantaram" com o ataque a tiros contra dois ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Paraná, ocorrido nessa terça-feira (27), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu mudar o tom do seu discurso. 

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Percebendo a repercussão negativa que sua afirmação ganhou na imprensa e nas redes sociais, Geraldo Alckmin publicou no seu Twitter, nesta quarta-feira (28), que é contra toda a forma de violência e que defende que os fatos sejam devidamente apurados, 

"Toda forma de violência tem que ser condenada. É papel das autoridades apurar e punir os tiros contra a caravana do PT. E é papel de homens públicos pregar a paz e a união entre os brasileiros. O país está cansado de divisão e da convocação ao conflito", disse o tucano. 

A primeira declaração pública feita pelo pré-candidato à Presidência da República sobre o assunto ocorreu nessa noite, segundo o jornal Folha de S.Paulo,  durante a pré-estreia de um filme nacional. "Acho que eles estão colhendo o que plantaram", teria dito Alckmin, quando perguntado sobre o assunto por jornalistas. 

Presidenciáveis comentam o ataque

Além de Alckmin, outro presidenciável que fez um comentário polêmico sobre o assunto foi o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). "Lula quis transformar o Brasil em um galinheiro e agora está colhendo ovos pelo Brasil todo" , bradou o deputado na manhã desta quarta-feira. 

O comentário, que referia-se aos protestos contra o petista registrados durante sua caravana pelo Sul do País, acabou sendo associado também ao ataque a tiros. 

Os demais pré-candidatos à Presidência adotaram tons de rechaça contra o ataque. Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará, disse que os tiros foram um "absurdo". "O ataque criminoso à caravana do ex-presidente Lula é absurdo e deve ser investigado com rigor. E repito a pergunta: quem matou Marielle?", disse ele no Twitter.

O presidente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, pré-candidato do Psol, acusou o ataque de "fascismo". "Gravíssimo! Ônibus da caravana de Lula foi atingido agora por um tiro! Os fascistas ultrapassaram qualquer liimite. Toda solidariedade a Lula contra as agressões. É um momento de unidade democrática e de resistência ativa. Com faciscmo não se brinca", publicou.

A deputada estadual Manuela D'Ávila (PC do B), a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (Rede), o presidente Michel Temer (PMDB), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) também se pronunciaram. Assim como Geraldo Alckmin, todos esses podem concorrer ao cargo de presidente da República em outubro. 

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