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Marcelo Camargo/Agência Brasil - 15.3.18
Assassinada aos 38 anos de idade, vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) foi homenageada na Câmara dos Deputados

O Ministério da Segurança Pública informou nesta segunda-feira (19) que a munição usada no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista Anderson Gomes é a mesma encontrada no roubou a uma agência dos Correios do município paraibano de Serra Branca, ocorrido em 24 de julho do ano passado.

Na semana passada, o ministro Raul Jungmann disse que a munição que matou Marielle Franco era de um lote comprado em 2006 pela Polícia Federal e que havia sido roubado em uma agência dos Correios na Paraíba. No entanto, segundo o texto desta segunda-feira (19), o ministro não teria feito associação direta entre o roubo e a munição usada pelos assassinos da vereadora.

A nota diz ainda que a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar o arrombamento da agência em 2017. “Na cena do crime, a PF encontrou cápsulas de munição diversas, dentre elas a do lote ora investigado. O ministro não associou diretamente o episódio da Paraíba com as cápsulas encontradas no local do crime que vitimou a vereadora e seu motorista. Explicou que a presença dessas cápsulas da PF no local pode ter origem em munição extraviada ou desviada e informou que há outros registros de munição da Polícia Federal encontradas em outras cenas de crime sob investigação”, conclui o texto.

Vereadora assassinada

Marielle deixava o evento “Jovens negras movendo as estruturas”, na noite de quarta-feira (14), na Lapa, e se dirigia para sua casa na Tijuca quando dois homens em um carro emparelharam o veículo onde ela estava junto ao seu motorista. Os bandidos dispararam mais de dez tiros.

Leia também: PSOL vai ao CNJ contra magistrada que acusou Marielle de ser engajada com crime

A vereadora e Anderson Gomes morreram na hora. O crime aconteceu na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, próximo à estação de metrô. Todos os indícios apontam para a possibilidade de um homicídio premeditado, uma execução.

A vereadora fazia parte da Comissão da Câmara que fiscalizava a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Dias antes de ser assassinada, ela denunciou assassinatos que teriam sido praticados por policiais do 41º Batalhão da PM do Rio.

Referência para o movimento negro e feminista, ela deixou uma filha de 19 anos. O corpo da vereadora foi velado na quinta-feira (15), na Câmara dos Vereadores, tendo sido acompanhado por uma multidão de milhares de pessoas.

Sua morte eclodiu em diversos protestos e manifestações não só no Brasil, mas em todo o mundo. A discussão a respeito do crime ficou ainda mais acalorada depois que as investigações apontaram que as balas que mataram Marielle Franco vieram de um lote vendido à Polícia Federal de Brasília .

* Com informações da Agência Brasil

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