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Equilibrando-se no limite do que é permitido pela lei eleitoral, ex-presidente tem encontro hoje com Pepe Mujica e encerra viagem na semana que vem em Curitiba – onde foi condenado no caso tríplex da Operação Lava Jato

Para não violar legislação eleitoral, Lula evita falar sobre campanha durante suas caravanas pelo País
Divulgação/ Ricardo Stuckert
Para não violar legislação eleitoral, Lula evita falar sobre campanha durante suas caravanas pelo País

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou nesta segunda-feira (19) ao município de Bagé (RS), primeira parada de sua nova caravana, que vai percorrer 19 cidades dos três estados do Sul do País até o dia 28 deste mês.

Esta já é a quarta etapa do projeto do petista em percorrer o Brasil, peregrinação iniciada no ano passado pelos estados do Nordeste e que também já passou pelo Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Durante essas viagens, Lula tem defendido o legado de seus governos e ao mesmo tempo se precavido para não violar a legislação eleitoral, que proíbe campanhas antes do prazo entre julho e agosto.

Lula se encontrará nesta tarde com o ex-presidente uruguaio José 'Pepe' Mujica, já na segunda parada de sua viagem, em Santana do Livramento (RS). A viagem do petista será encerrada na semana que vem em Curitiba (PR), o berço da Operação Lava Jato e de onde o juiz Sérgio Moro proferiu a sentença que impôs condenação a Lula no caso tríplex. Já Porto Alegre (RS), onde está sediado o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ficou de fora do roteiro da carvana.

O TRF-4 foi a Corte responsável por manter a condenação de Moro e abrirá caminho para Lula ser preso tão logo a análise dos embargos de declaração do caso tríplex seja concluída. Para que isso não venha a acontecer, a defesa do ex-presidente tenta nas instâncias superiores, em Brasília, uma reviravolta.

As primeiras empreitadas dos advogados do petista foram frustradas, com a negativa de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e de pedidos de liminares no Supremo Tribunal Federal (STF). A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, também tem  se negado a levar a julgamento habeas corpus que pede para Lula não ser preso antes de se esgotarem todos os seus recursos.

Diante dessa resistência de Cármen Lúcia, o advogado de Lula e ex-ministro do STF,  Sepúlveda Pertence, tem articulado com outros ministros da Corte um plano para reverter a possibilidade de prisão. A ideia é mudar o entendimento adotado pelo Supremo em outubro de 2016, quando passou a ser autorizado o início do cumprimento de pena para réus condenados por colegiado na segunda instância.

Mapa mostra programação da caravana de Lula pelo Sul:


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