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José Cruz/Agência Brasil - 6.4.2017
Ao contrário dos demais pré-candidatos, Michel Temer não tem a pressão do calendário eleitoral e pode decidir até julho

Apesar da sua impopularidade ter lhe rendido, durante o seu mandato, a pior aprovação já registrada por um presidente brasileiro em toda a história, Michel Temer está disposto a ser um dos candidatos presidenciáveis das eleições de outubro e disputar a reeleição.

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Segundo informações divulgadas neste domingo (18) pelo jornal O Estado de S.Paulo , Michel Temer tem declarado tal interesse aos seus aliados, por achar que ninguém melhor que ele seria capaz de defender seu legado e sua própria honra. 

Além de defender sua biografia pessoal e profissional, o presidente quer rebater os ataques pessoais que vêm sofrendo – e que considera injustos. 

Ainda segundo a publicação, sabendo que não é dos mais queridos, o presidente deve se apoiar na recuperação da economia do País, confirmá-la, e adotar outras medidas populares até o fim do seu mandato para chegar à corrida presidencial com alguma força de combate. 

No último levantamento feito pelo Instituto Ibope, divulgado em dezembro do ano passado, o índice de aprovação do emedebista chegava a 6%. Em compensação, o percentual de brasileiros que avaliam o governo como ruim ou péssimo era de 74%.

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Já em março deste ano, o Barômetro Político Estadão-Ipsos concluiu que apenas 4% da população aprovava seu governo. A pesquisa foi realizada na primeira metade de fevereiro, portanto, antes da intervenção no Rio.

Sem pressa e sem certezas

Ao contrário dos demais candidatos, que precisam, obrigatoriamente, deixar cargos públicos até abril caso queiram concorrer ao Planalto, Temer tem tempo. Afinal, pela legislação brasileira, um presidente em exercício não precisa abandonar o cargo para concorrer. Com isso, Temer tem até julho para tomar sua decisão final – prazo que, provavelmente, será aproveitado até o último segundo. 

O jornal lembra que, quando o então vice-presidente assumiu o governo, ele se comprometeu com os partidos aliados a não tentar uma eventual reeleição em troca da sustentação política.  O problema é que, na avaliação de Temer, o quadro que havia em 2016 mudou radicalmente.

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Caso se prove realmente inviável a sustentação de uma popularidade tão baixa em uma possível campanha com o nome do mandatário, Michel Temer fará o movimento na direção de outro nome, como o do ministro Henrique Meirelles. Mesmo que não se filie ao MDB, mas sim a outra legenda, Meirelles seria uma boa alternativa na visão do presidente.

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