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Eleito deputado pelo Rio de Janeiro, Rodrigo Maia demorou horas para se pronunciar a respeito do assassinato da vereadora do Psol Marielle Franco

Michel Temer disse, em sua conta oficial do Twitter, nesta quinta, que o assassinato de Marielle Franco não ficará impune
Marcos Corrêa/PR - 14.02.18
Michel Temer disse, em sua conta oficial do Twitter, nesta quinta, que o assassinato de Marielle Franco não ficará impune

O presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se pronunciaram na manhã desta quinta-feira (15), a respeito do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do seu motorista, Anderson Pedro Gomes, no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. 

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Para Michel Temer , a morte de Marielle representa um "ato de extrema covardia", que não ficará impune. O presidente peemedebista ainda prestou solidariedade aos amigos e familiares da parlamentar, e ofereceu a ajuda da Polícia Federal para investigar o caso.  

"Lamento esse ato de extrema covardia contra a vereadora Marielle Franco. Solidarizo-me com familiares e amigos, e acompanho a apuração dos fatos para a punição dos autores desse crime", publicou ele no Twitter. 

"Pedi ao ministro Raul Jungmann para colocar a Polícia Federal à disposição para auxiliar o interventor do estado do Rio de Janeiro, general Walter Braga Neto, na investigação", continuou. "Esse crime não ficará impune", prometeu Temer.

Por sua vez, Rodrigo Maia, eleito deputado pelo Rio de Janeiro, afirmou que o assassinato “significa um trágico avanço na escalada da barbárie que deve ser contida custe o que custar”. 

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Em sua conta no Facebook, o presidente da Câmara prestou solidariedade às famílias e acrescentou que exige, junto com os parentes das vítimas, justiça e paz. “Justiça para conter os autores dessa execução e paz para a sociedade carioca e brasileira”, concluiu.

Ministério dos Direitos Humanos

Marielle Franco era uma representante da luta negra e feminista, além de defensora dos direitos humanos e voz das favelas dentro da Câmara dos Vereadores. Por causa disso, o Ministério dos Direitos Humanos também se posicionou publicamente, manifestando tristeza e pesar pela morte da vereadora e do motorista.

Em nota, a pasta declarou que o Brasil e o Rio de Janeiro não podem mais aceitar o estado de barbárie que leva a crimes como o que vitimou Marielle.

“Neste momento, governo e sociedade civil precisam estar unidos para buscar soluções concretas de segurança, sem perder de vista o fundamento indispensável do respeito aos direitos humanos”, acentuou.

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O ministro Gustavo Rocha, dos Direitos Humanos, deve se reunir ainda hoje com o interventor federal, escolhido por Michel Temer, general Braga Netto. Rocha vai reforçar o pedido de rigor nas investigações do crime.

* Com informações da Agência Brasil.

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