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Ex-presidente da Petrobras foi acusado de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht, para facilitar contratos entre a empreiteira e a estatal

Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine está preso preventivamente no âmbito da Lava Jato
Reprodução/Wikipedia
Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine está preso preventivamente no âmbito da Lava Jato

O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine foi condenado, nesta quarta-feira (7), a 11 de prisão na Operação Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-presidente da Petrobras foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht , para facilitar contratos entre a empreiteira e a estatal.

De acordo com a sentença, Aldemir Bendine deve cumprir pena, inicialmente, em regime fechado. Segundo a decisão de Moro, a progressão do regime fica condicionada à devolução do “produto do crime”.

O ex-presidente da Petrobras está preso desde o dia 27 de julho de 2017, quando a força-tarefa da Lava Jato deflagrou a 42ª fase da operação, denominada "Cobra". Bendine é o único ex-presidente da Petrobras que virou alvo de processo na Operação Lava Jato.

Bendine presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras, até maio de 2016. Em delação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, ele foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas.

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Em depoimento, Marcelo, que é um dos delatores das investigações da Lava Jato, disse ao juiz Moro que autorizou repasse de R$ 3 milhões a Bendine. Marcelo Odebrecht foi interrogado pelo magistrado na ação penal em que Bendine e ele são acusados do crime de corrupção. Após o depoimento, a defesa de Bendine considerou o depoimento como ilação e disse que Marcelo reconheceu não ter recebido diretamente cobrança de vantagens.

Acusações

Bendine foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Ele também é acusado de tentar embaraçar as investigações da operação. Além dos depoimentos prestados nos acordos de delação premiada de ex-executivos da empreiteira, a identificação de e-mails enviados por Bendine a dirigentes da Odebrecht também endossou a denúncia da força-tarefa da Lava Jato. As mensagens indicam movimentações do então presidente da Petrobras em favor da empreiteira.

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O publicitário André Gustavo Vieira da Silva, apontado como 'emissário' de Aldemir Bendine na cobrança de propina da Odebrecht, e que foi preso na mesma fase da Operação Lava Jato que o ex-presidente da Petrobras, também foi denunciado pelos mesmos crimes.