Tamanho do texto

Ministro do STF entendeu que não há ilegalidade na decisão de outro tribunal; Aldemir Bendine está na cadeia desde julho do ano passado

Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, preso preventivamente no âmbito da Operação Lava Jato
Reprodução/Wikipedia
Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, preso preventivamente no âmbito da Operação Lava Jato

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (19) um pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, preso preventivamente no âmbito da Operação Lava Jato. Na decisão, o ministro entendeu que não há ilegalidade na decisão de outro tribunal, que também proferiu a mesma decisão .

Bendine está no Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, localizado na região metropolitana de Curitiba, desde julho do ano passado, quando foi preso a partir das investigações da Operação Lava Jato , por determinação do juiz federal Sérgio Moro.

Bendine presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras, até maio de 2016. Em delação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, ele foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas.

Em depoimento, Marcelo, que é um dos delatores das investigações da Lava Jato, disse ao juiz Moro que autorizou repasse de R$ 3 milhões a Bendine. Marcelo Odebrecht foi interrogado pelo magistrado na ação penal em que Bendine e ele são acusados do crime de corrupção. Após o depoimento, a defesa de Bendine considerou o depoimento como ilação e disse que Marcelo reconheceu não ter recebido diretamente cobrança de vantagens.

Leia também: Justiça nega 47 pedidos da defesa de Eduardo Cunha de uma vez só

Acusações

Aldemir Bendine foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Ele também é acusado de tentar embaraçar as investigações da operação. Além dos depoimentos prestados nos acordos de delação premiada de ex-executivos da empreiteira, a identificação de e-mails enviados por Bendine a dirigentes da Odebrecht também endossou a denúncia da força-tarefa da Lava Jato. As mensagens indicam movimentações do então presidente da Petrobras em favor da empreiteira.

Leia também: Maia diz que está suspensa a tramitação da Previdência; governo anuncia plano B

Caso o ex-presidente da Petrobrás seja condenado pelos crimes listados, sua pena poderá chegar a 25 anos de prisão. O publicitário André Gustavo Vieira da Silva, apontado como 'emissário' de Bendine na cobrança de propina da Odebrecht, e que foi preso na mesma fase da Operação Lava Jato que o ex-presidente da Petrobras, também foi denunciado pelos mesmos crimes.

* Com informações da Agência Brasil