Luislinda Valois protagonizou polêmicas em seu período chefiando o ministério de Direitos Humanos
TCE-BA/ 6.5.16
Luislinda Valois protagonizou polêmicas em seu período chefiando o ministério de Direitos Humanos

Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos no governo de Michel Temer (MDB), foi exonerada do cargo nesta segunda-feira (19).

Leia também: Segovia se reúne com Barroso para explicar polêmica sobre inquérito contra Temer

Interinamente, ocupará o cargo o subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, um dos principais assessores do ministro Eliseu Padilha . As informações são da Folha de S.Paulo .

Especula-se, contudo, que a tendência é que nas próximas semanas a pasta seja extinta, integrando-se ao ministério da Justiça. Essa seria outra das consequências institucionais da criação de um novo ministério, o da Segurança Pública , conforme planejado pelo governo.

No momento, a pasta enfrenta situações emergenciais tanto no Rio de Janeiro, onde foi anunciada uma intervenção militar federal, e em Roraima, que passa por uma violenta crise penitenciária.

No ano passado, Luislinda viu-se duas vezes a ponto de deixar o ministério. Na primeira ocasião, ela, que se aposentou como desembargadora, havia solicitado o recebimento de salários e benefícios retroativos. Os valores ultrapassavam a casa dos R$ 300 mil.

Você viu?

Leia também: Em novos depoimentos à PF, empreiteiras citam repasses ao PSDB em São Paulo

Em seu pedido, a ex-ministra alegou que as condições de seu trabalho se assemelhavam à de trabalho escravo. O fato causou constrangimento ao Planalto, que discutia, na época, regras que poderiam abrandar a fiscalização, justamente, em regiões com alta incidência de trabalho análogo à escravidão.

O segundo episódio se deu quando o PSDB, partido de que ela era filiada quando entrou no ministério, resolveu deixar a base do governo, mantendo, contudo, o apoio à reforma da previdência.

Para não ter de abrir mão do ministério, Luislinda deixou o PSDB. Cogitou-se que ela se filiaria ao MDB, o que não se concretizou, supostamente por resistência de setores do movimento negro que integram o partido.

Ainda não se sabe se Luislinda pediu demissão ou se foi afastada da pasta por ordem de Temer. A decisão será publicada amanhã (20), no “Diário Oficial da União”.

Leia também: Dodge pede condenação de líder do governo no Congresso por desvio de verba

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários