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Em entrevista, Segovia, diretor da PF, disse que “os indícios contra Temer são muito frágeis” e sugeriu que inquérito poderia ser arquivado

Fernando Segóvia não era a primeira escolha de seu antecessor, Leandro Daiello
Reprodução/TV Câmara
Fernando Segóvia não era a primeira escolha de seu antecessor, Leandro Daiello

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia , negou, em nota enviada aos servidores da corporação, que tenha previsto o arquivamento de um inquérito que investiga o presidente Michel Temer.

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A declaração foi dada durante uma entrevista concedida à imprensa na sexta-feira (9). No comunicado aos colegas, Segovia afirma que as investigações contam com "autonomia e isenção" e disse que confia nas equipes da PF.

A nota é também uma resposta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que mais cedo determinou a intimação do diretor-geral após as declarações dadas à agência Reuters e publicadas no portal da empresa jornalística.

Na entrevista, o delegado havia dito que os "indícios [contra Temer ] são muito frágeis" e sugere que o inquérito "pode até concluir que não houve crime".

De acordo com a assessoria da Polícia Federal , o diretor "responderá diretamente" a Barroso sobre o assunto na próxima quarta-feira de cinzas (14).

"Afirmo que, em momento algum, disse à imprensa que o inquérito será arquivado. Reafirmo minha confiança nas equipes que cumprem com independência as mais diversas missões. É meu compromisso na gestão da PF resguardar os princípios republicanos. Asseguro a todos os colegas e à sociedade que estou vigilante com a qualidade das investigações que a Polícia Federal realiza, sempre em respeito ao legado de atuações imparciais que caracterizam a PF ao longo de sua história", disse no comunicado.

O chefe da PF afirma também que, na entrevista, disse que o inquérito é conduzido pela equipe "com toda autonomia e isenção".

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O presidente Michel Temer é investigado por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro por ter, supostamente, recebido vantagens indevidas de uma empresa para editar o chamado Decreto dos Portos.

Na intimação também divulgada neste sábado (10), o ministro Barroso afirma que a investigação não foi concluída e ainda há “diversas diligências pendentes”, e por isso o assunto não deveria ser “objeto de comentários públicos”.

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) também repudiou as declarações chefe. Para a entidade, Segovia "extrapolou" as suas funções ao se manifestar sobre questões internas de uma investigação criminal em andamento.

A associação pediu uma retratação pública por parte do diretor-geral e expressou "sua discordância e preocupação com as declarações atribuídas ao diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, sobre as investigações envolvendo o atual presidente da República".

* Com informações da Agência Brasil

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