De acordo com investigações, políticos do MDB indicavam executivos da Caixa em troca de propinas
Marcos Corrêa/PR - 26.1.18
De acordo com investigações, políticos do MDB indicavam executivos da Caixa em troca de propinas

A Procuradoria-Geral da República (PGR), desde o afastamento de quatro vice-presidentes da Caixa, investiga se há indicativos ou provas de que o presidente Michel Temer ( MDB ) e seus ministros se envolveram nos crimes praticados contra o banco estatal. A informação é do portal Uol .

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Os procuradores têm em mãos o relatório da perícia forense contratado pela Caixa para apurar um esquema de favorecimento a empresas privadas em troca de propinas por parte de executivos do banco. Uma vez que o documento faz referência a políticos com foro privilegiado, Michel Temer e Moreira Franco inclusos, a investigação ficou a cargo da PGR.

Um dos momentos em que o presidente é citado é na troca de e-mails com o vice-presidente de Operações Corporativas do banco Roberto Diziê. Ocupando à época a vice-presidência da República, o emedebista pedia que Diziê conduzisse um funcionário ao cargo de Superintendente Regional da estatal em Ribeirão Preto (SP).

De acordo com investigações da Polícia Federal, políticos do MDB indicavam vice-presidentes da Caixa e, em troca, recebiam informações sigilosas, usadas para privilegiar empresas privadas, e propinas dos executivos. Os detalhes do esquema foram relatados, entre outros meios, na delação do doleiro Lúcio Funaro, preso em decorrência da operação Lava Jato.

Outros políticos que estariam envolvidos no esquema são o ex-ministro Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves e o ex-deputado Eduardo Cunha , todos eles do MDB.

Investigações atingem presidente

Não só nos casos de corrupção envolvendo a Caixa o atual presidente da República e seus ministros são investigados. Um relatório da Polícia Federal referente às apurações sobre corrupção no setor portuário diz ser “necessária” a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico do presidente e dos ministros Eliseu Padilha (MDB) e Moreira Franco (MDB), entre outros investigados. A informação é do jornal  O Globo.

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A Polícia Federal apura se o presidente e seus aliados atuaram para favorecer empresas no porto de Santos em troca de propinas. A suspeita é de que um decreto de 2017, que estendeu o prazo de concessões nas áreas portuárias, teria sido a contrapartida do MDB para empresas que fizeram doações ilegais para campanhas políticas e pagaram propinas para nomes proeminentes do partido.

As investigações foram abertas após a PF interceptar ligações entre Ricardo Mesquita, diretor da Rodrimar, empresa que opera no porto de Santos, e o ex-assessor de Temer e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB) – o mesmo que, no episódio da JBS, foi flagrado com uma mala de dinheiro supostamente destinada a Michel Temer. Na conversa, os dois discutiam detalhes do decreto que acabou beneficiando a Rodrimar. 

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