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Pré-candidata do PCdoB à Presidência foi confrontada pelo empresário Flávio Rocha ao criticar movimento que visa propor a recuperação do País

Manuela D'Ávila e Flávio Rocha: deputada estadual é pré-candidata à Presidência pelo PCdoB
Divulgação
Manuela D'Ávila e Flávio Rocha: deputada estadual é pré-candidata à Presidência pelo PCdoB

A deputada estadual no Rio Grande do Sul e pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB, Manuela D'Ávila, sofreu um inesperado revés ao usar suas redes sociais para criticar o liberalismo .

Os ataques de  Manuela D'Ávila foram feitos em vídeo gravado em Portugal, onde a deputada participou de debate ao lado de Tarso Genro (PT), ex-ministro do governo Lula. As críticas tiveram como alvo o movimento Brasil 200, lançado pelo empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, com o objetivo de reunir ideias para "refundar o Brasil em bases mais livres e solidárias" (conforme definiu o empresário em manifesto apresentado em Nova York) a partir de 2022 – ano em que serão comemorados dois séculos da Independência do Brasil.

"O que mais me incomodou foi a ideia de ele [Flávio] dizer que os 200 anos da Independência brasileira merecem esse liberalismo que ele defende. Quando, na realidade, o sonho do Brasil que nós defendemos e a construção dessa nova independência é justamente o oposto disso. Precisamos construir um projeto de nação, precisamos debater um projeto em que o Estado sirva à maior parte da população", defendeu a deputada.

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Diante do ataque, Flávio Rocha pagou com a mesma moeda e gravou um vídeo em resposta às declarações da deputada, que chegou a sugerir até mesmo que a Riachuelo se vale de trabalho escravo. O empresário aproveitou a acusação para exaltar ações de sua empresa e os benefícios que a iniciativa privada responsável pode prover ao conjunto da sociedade.

"Eu convido a senhora para conhecer como se transforma uma comunidade que há décadas vivia apenas do assistencialismo. Como essas comunidades são transformadas pelo emprego, pela inclusão, pelo aumento da autoestima, É um efeito dominó de prosperidade. É isso que o capitalismo faz. É isso que nós queremos fazer com o Brasil", rebateu Flávio Rocha.

"A diferença, deputada, é que o meu guru é Steve Jobs, grande gerador de empregos e um dos maiores gênios empresariais do século 20. O seu guru provavelmente é Fidel Castro, aquele ditador sanguinário que transformou um dos países mais ricos do Caribe, que era Cuba, em um país miserável", concluiu o empresário.

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Confira a polêmica protagonizada por Manuela D'Ávila e Flávio Rocha abaixo:


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