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Para o presidente, votação da proposta "é fundamental para o País" e os candidatos eleitos no ano que vem terão que lidar com o tema no futuro

No fim da tarde desta terça-feira, Michel Temer se reúne com mais de 150 empresários para discutir a reforma
Alan Santos/PR - 8.12.17
No fim da tarde desta terça-feira, Michel Temer se reúne com mais de 150 empresários para discutir a reforma

O presidente Michel Temer voltou a mencionar, na tarde desta terça-feira (12), a urgência da aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, que tem votação prevista para a semana que vem .  Para o presidente, é "fundamental para o País" votar a matéria ainda em 2017 e lembrou que os candidatos eleitos em 2018 terão que lidar com essa questão no futuro.

“Não vamos ter a ilusão de que candidato à Presidência, governador e deputado federal não sejam questionados durante a campanha. Vamos dizer que não se consiga nada e isto vá para 2019. Candidatos vão ter que dizer a posição deles em relação à Previdência Social. Se é assim, é melhor resolver isso logo”, disse Michel Temer em discurso durante evento no Palácio do Planalto.

Mais cedo, em evento no Palácio do Itamaraty, Temer admitiu a possibilidade de a reforma ser apreciada no plenário da Câmara apenas no ano que vem. “Se tiver os 308 votos, vai a voto agora, caso contrário, se espera em torno de fevereiro e marca-se data em fevereiro”, havia dito o presidente.

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Temer reafirmou que a reforma da Previdência vai favorecer as pessoas mais pobres. “Trabalhadores rurais estão fora, idosos, que chegando aos 65 anos, têm direito ao salário-mínimo, os deficientes estão fora. Reduzimos o tempo de contribuição de 35 para 15 anos, facilitando para os mais pobres”, disse.

Questionado sobre o apoio do PSDB à reforma da Previdência, Temer disse que essa é uma questão do partido e que “todos lá parecem que estão trabalhando para o fechamento de questão”.

Fechados com a reforma

Nesta terça-feira (12), o ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que o seu partido, o DEM, deve fechar questão a favor da reforma da Previdência . Isso significa que o parlamentar que não seguir a orientação do partido e votar contra a proposta poderá receber punição. O único grupo político que fechou questão a favor do pacote de alterações nas regras para a aposentadoria até o momento foi o PMDB, partido do presidente .

A Proposta de Emenda à Constituição ( PEC ) 287/16, que modifica as regras do sistema previdenciário, precisa do apoio de pelo menos 308 votos, em dois turnos, para ser aprovada. O presidente e seus aliados na Câmara trabalham diariamente para convencer deputados da base a votarem a favor da reforma. No fim da tarde desta terça-feira, Michel Temer se reúne com mais de 150 empresários para discutir o assunto.

* Com informações da Agência Brasil

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