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Alan Santos/PR - 23.8.17
Padilha afirmou que o Planalto já não entende que o PSDB faz parte da base de apoio da gestão Michel Temer

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB) afirmou, nesta quarta-feira (29), que o presidente Michel Temer “não tem nenhuma pretensão” em disputar a eleição de 2018. De acordo com Padilha, o objetivo de Temer é cumprir bem seu mandato e “colocar o Brasil nos trilhos”.

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Eliseu Padilha acrescentou que o Brasil “está começando andar nos trilhos” e ao ser questionados por jornalista se Michel Temer não deveria ter que ficar mais tempo no cargo, até que o País entrasse "totalmente" nos eixos, o ministro afirmou que “por enquanto, posso dizer que, o que ele disse, foi que cumpriria por inteiro sua missão se conseguisse colocar o Brasil nos trilhos”.

A declaração foi feita em entrevista a jornalistas após a apresentação de balanço do programa Brasil Eficiente. Sobre as eleições de 2018, o ministro disse que o PMDB deverá estar alinhado com quem defenda o legado do governo do atual presidente.

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“Nossa intenção é mantermos a base de sustentação e termos uma candidatura que defenda  o legado do presidente . Portanto, não se exclui ninguém”. E completou “O presidente tem conversado com os presidentes dos partidos que hoje formam a base de sustentação e a ideia é de nós termos, dentro desse conjunto da base, uma candidatura que possa representar esse legado”.

Fora da base

Padilha afirmou que o Planalto já não entende que o PSDB faz parte da base de apoio da gestão Temer. A declaração foi dada durante evento realizado nesta quarta-feira (29) em Brasília e se dá a despeito de o partido não ter anunciado oficialmente essa posição de desembarque da base aliada.

"O PSDB não está na base de sustentação do governo federal. O partido já disse que vai sair agora no dia 9 [de dezembro, quando será realizada a convenção nacional da legenda]. Nós vamos fazer de tudo para manter a base do governo e um projeto único de poder para 2018", disse Padilha.

O chefe da Casa Civil do governo sugeriu, por outro lado, que o presidente Michel Temer poderá manter tucanos em sua equipe ministerial a despeito do iminente rompimento peessedebista com o Planalto. O PSDB detém hoje três pastas: Secretaria de Governo (Antônio Imbassahy), Relações Exteriores (Aloysio Nunes) e Direitos Humanos (Luislinda Valois).

* Com informações da Agência Brasil

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