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Rovena Rosa/Agência Brasil - 9.8.2017
Joesley Batista está preso desde 13 de setembro

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Rogério Schietti Cruz, negou nesta terça-feira (31) o pedido de liberdade feito pela defesa dos irmãos Joesley e Wesley Batista , donos da J&F. Os dois estão presos preventivamente por uma decisão da Justiça Federal em São Paulo.

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No processo, os  Batista respondem pelo crime de insider trading (informação privilegiada), sob a suspeita de usarem informações obtidas por meio de seus acordos de delação premiada para venderem e comprarem ações da JBS.

Na decisão, o ministro entendeu que a prisão preventiva dos acusados é necessária para assegurar o prosseguimento das investigações. Segundo Schietti, mesmo assinando o acordo de delação premiada, Joesley e Wesley continuaram a práticas atividades ilícitas.

Primeiros a serem presos pelo crime de insider trading na história do País, os irmãos Batista estão detidos na carceragem da Polícia Federal na capital paulista e já tiveram o pedido de liberdade rejeitado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

Além do processo sobre a venda das ações, Joesley tem outro mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em setembro, a prisão por tempo indeterminado foi requerida pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a anulação da imunidade penal que foi concedida por ele.

O procurador concluiu que Joesley omitiu informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada.

Multa milionária

Nesta segunda-feira (30), a defesa do empresário Joesley Batista e do ex-executivo Ricardo Saud  pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão das cláusulas do acordo de delação premiada que determinaram prazo para apresentarem novas provas e o pagamento de multa pelos crimes confessados.

 De acordo com os advogados, Joesley Batista e Saud não podem apresentar novas provas em até 120 dias ou fazer o pagamento em função da decretação da prisão preventiva pelo ministro Edson Fachin , relator do caso.

Os bens de toda a família Batista foram bloqueados , mas a decisão ainda  está sendo contestada pela defesa dos empresários .

*com informações da Agência Brasil

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